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“Mas que c...... é que pensas que estás a fazer?”; “Não achas que já te chega?” – as frases fortes são de amigos de um jovem, proferidas a 8 de março dentro de uma carro parado num parque de estacionamento de Birmingham. O destinatário era Saido Berahino, que inalava óxido nitroso de um balão, poucas horas depois do jogo do West Bromwich Albion (WBA) frente ao Manchester United.
Berahino tem 20 anos e joga no WBA, onde entrou em 2004 para a formação, um ano depois de ter chegado ao Reino Unido com a mãe e as irmãs para fugir à guerra civil no Burundi, seu país natal (4 de agosto de 1993). A progressão nos escalões de formação do clube de Sandwell, na área metropolitana de Birmingham, foi fazendo reflexo nas seleções jovens de Inglaterra, onde regista internacionalizações dos sub-16 aos sub-21.
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O episódio, que foi filmado por um amigo que não estaria tão preocupado como os dois que protestaram, tem um potencial destrutivo enorme sobre a carreira de Berahino. Por isso as desculpas imediatas do avançado e a ação disciplinar do WBA mal a incisiva imprensa britânica divulgou o caso.
O "filho adotado" Berahino, ajudado pelo clube e pelo país que o acolheu a troco do talento para o futebol que tem no corpo, é um mau exemplo para uma sociedade fértil em casos de jovens perdidos - que não pelo “leve” óxido nitroso, ao qual, de forma simpática até se chama gás do riso, ou gás hilariante.
Mas o caso é mais um entre muitos em que profissionais de futebol ingleses deixaram ficar mal a pátria, entre os quais se tem de atribuir “natural” desvalorização ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A brincadeira de Berahino com “o gás que faz rir” - e que também é usado para dar mais potência aos motores de combustão interna -, legal como a do álcool, já a fez Kyle Walker lateral do Tottenham a afirmar-se na seleção principal de Inglaterra, e integra o tal rol de situações embaraçosas protagonizadas por internacionais, com elevado nível de gravidade pelo exemplo que constitui para a sociedade, tendo os jovens como principal preocupação.
Walker, antecessor de Berahino no consumo de óxido nitroso, esteve no centro de uma nova polémica com internacionais ingleses que envolve noitadas e excessos, captada em fotografia e publicada por vários jornais britânicos no verão passado.
Walker surge a inalar a substância, também através de um balão. Embora legal, o óxido nitroso pode ser muito perigoso para a saúde, tendo o futebolista, que na altura do escândalo estava ao serviço da seleção inglesa, na Ucrânia, pedido desculpas publicamente pelo ato, num comunicado enviado ao "Daily Mail".
"Espero que isto não venha a influenciar ou incentivar outros a colocar sua saúde em risco", escreveu Walker, numa declarações que inspirou a de Berahino, mais um miúdo que, sem estrutura familiar ou formação, se viu como milhões no bolso da noite para o dia. Assim como outros no passado.
No final de maio de 1996, antes do Europeu que teria lugar em Inglaterra, na deslocação a Hong Kong, alguns futebolistas decidiram juntar-se e celebrar o aniversário de Paul Gascoigne.
Teddy Sheringham e Steve McManaman e o aniversariante foram alguns dos que passaram pela "cadeira do dentista" - que depois seria encenada por Sheringham e Gascoigne nos festejos de um golo à Escócia.
Dois anos depois, em 1998, o Algarve foi palco para repetente Sheringham se exercitar na arte de levar o copo à boca, desta feita a poucas semanas do início da fase final do campeonato do Mundo marcado para França.
Todavia, o Glenn Hoddle, o selecionador da altura, perdoou ao avançado do Manchester United, apesar de ter excluido Gascoigne devido a uma situação similar.
Sem o mesmo impacto que Gascoigne ou Sheringham, Wayne Rooney protagonizaria uma década depois um par de cenas que envergonharia a seleção inglesa e o clube, o Manchester United.
Em 2008, em plena lua de mel em La Vegas (Estados Unidos), Rooney foi apanhado a fumar e com o copo por perto quando estava na piscina do hotel em que estava hospedado.
Em 2010, após Inglaterra ter sido eliminada do Mundial da África do Sul- derrota por 4-1 frente à Alemanha nos oitavos-de-final -, o avançado dos red devils foi de novo fotografado a fumar e, desta feita, a urinar numa rua de Manchester.
O último dos maus exemplos é o fumador reincidente e notório noctívago Ashley Cole. O lateral-esquerdo do Chelsea não teve mesmo problemas em viver a fundo esses vícios nas últimas férias de verão, passadas nos Estados Unidos, numa altura em que já sabia que seria o antitabagista José Mourinho quem assumiria o cargo de treinador dos blues. Algumas fotografias publicadas constituem prova da vida malvada de Cole nos "States".
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