Rúben Neves, o Pirlo tranquilo dos Wolves

Português tem o médio italiano como referência, mas admira Cristiano Ronaldo: “É o melhor!”

• Foto: Getty Images

Rúben Neves confessou numa entrevista à Sky Sports, patrocinada pela EA Sports FIFA 20, que o italiano Andrea Pirlo, campeão do Mundo em 2006, foi a sua grande referência na carreira. "Jogava na minha posição, portanto tinha de o seguir. A calma e a confiança que ele mostrava com a bola... Não é fácil jogar assim ao mais alto nível. Jogar no meio do relvado, com a pressão a chegar de todos os lados, tens de pensar rápido e o Pirlo foi sempre um jogador calmo, um grande pensador do jogo. Quando a bola vem ele já sabe onde a vai pôr. Tento fazer o mesmo."

Com 23 anos, o médio cumpre a terceira época no Wolverhampton, onde chegou em 2017, proveniente do FC Porto e com a equipa inglesa no segundo escalão. Uma mudança para a qual muito contribuiu Nuno Espírito Santo. "Foi uma decisão dura, estava no meu país e na Liga dos Campeões. Mas tinha jogado pouco e tinha de pensar em mim. Quando falei com o Wolverhampton, gostei da ambição do clube. Acabou por uma das melhores decisões que tomei na vida. [O Nuno] foi importante. Tinha sido o meu último treinador no FC Porto, chamou-me para me dizer que queria que fosse com ele. É uma pessoa tranquila que não fala muito fora do relvado. Está sempre a pensar no que pode fazer para ajudar a equipa."

Ganhou um lugar na Seleção Nacional e a oportunidade de jogar com Cristiano Ronaldo. "É o melhor. É muito boa pessoa fora do campo, mas o que mais me impressiona é a forma como treina, o seu profissionalismo. Nunca para, pensa sempre que tem algo a melhorar. Nunca está satisfeito e quer sempre alcançar mais coisas", destacou .

Os vasos da mãe e a força anormal de Adama Traoré

Ao longo da entrevista, Rúben Neves conta o momento, em criança, que lhe despertou o amor pelo futebol. "A primeira memória que tenho é o FC Porto ganhar a Liga Europa e a Liga dos Campeões. Depois disso, só queria jogar futebol. Jogava todos os dias com os meus primos e amigos na rua. A minha mãe ficava doida porque usava os vasos das flores ou sapatos para fazer os postes das balizas. Nesse período, só queria aproveitar. Nunca pensei chegar ao nível onde estou."

E agora joga ao lado de outro... fenómeno. "Nem consigo explicar a força do Adama Traoré. Nós temos lá uma máquina para fazer agachamentos e ele simplesmente partiu-a. Ele é inacreditável. Não é normal. E nem o vemos a ir sozinho para o ginásio...", revelou o médio do Wolves.

Por Aurélio de Macedo
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