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Médio alemão vive dias difíceis no Arsenal mas garante que vai cumprir o contrato até ao fim
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Mesut Özil foi muito criticado durante a quarentena por não ter aceitado a redução de 12,5 por cento no salário proposta pelo Arsenal. Numa fase em que não houve receitas, o corte nos vencimentos dos craques foi um dos caminhos seguidos pela maioria dos clubes para fazer face à crise, mas o médio alemão - que ganha cerca de 387 mil euros por semana - não aceitou, acabando por ser muito criticado por isso. Se a sua situação nos gunners já não era boa, pior ficou depois disso. Özil não foi utilizado pelo técnico Mikel Arteta a seguir à retoma - o técnico diz que por razões futebolísticas - e o jogador fala em perseguição.
"Todos os jogadores queriam contribuir. Mas precisávamos de mais informações, que não nos foram dadas", explicou o antigo internacional alemão, em declarações ao site 'The Athletic'.
"Havia muita incerteza e eu até teria aceitado ceder uma percentagem maior se fosse necessário, mas fomos empurrados para essa situação sem sermos consultados. Temos o direito de saber tudo, de entender o que está a acontecer e de saber para onde vai o dinheiro. Só que não nos deram detalhes, apresentaram-nos apenas a decisão. Foi demasiado depressa para algo tão importante, houve demasiada pressão", prosseguiu.
Özil diz que teve de pensar na família, bem como nas suas ações de beneficência, e que por isso recusou o corte salarial. E acrescenta que as críticas que se seguiram foram injustificadas. "Penso que foi por ser eu, há dois anos que tentam destruir-me, que tentam fazer com que seja infeliz. Tentam colocar os adeptos contra mim e passar uma imagem que não é verdadeira."
O alemão, de 31 anos, garante que vai cumprir até ao fim o contrato, que termina em 2021. O Arsenal já lhe propôs até pagar o salário, se aceitar ir para outro clube, mas Özil recusou. "A minha posição é clara: vou ficar aqui até ao último dia do contrato e vou dar tudo por este clube. Situações como esta não me quebram, tornam-me mais forte. Já mostrei no passado que posso voltar à equipa e vou fazê-lo outra vez."
E deixou uma certeza: "Eu decido quando tenho de ir embora, não as outras pessoas. Não assinei por dois ou três anos, assinei por quatro e isso tem de ser respeitado! As coisas têm sido obviamente difíceis, mas eu amo o Arsenal, amo as pessoas do clube - as verdadeiras pessoas, aquelas com quem estou há muito tempo - e amo a cidade de Londres, que é a minha casa."
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