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David Badia recordou ao 'The Athletic' a época em que orientou o ex-Benfica no Almería
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Após a vitória (3-0) do Liverpool frente ao Ajax na quarta-feira, Jürgen Klopp deixou elogios à exibição de Darwin Núñez (que esteve 63 minutos em campo), mas acautelou: "Espero que o tenhamos tirado cedo o suficiente". Algo que pode ter sido encarado como 'brincadeira', mas que, segundo o 'The Athletic', tem razão de ser. O site inglês apontou a lesão grave que o antigo avançado do Benfica sofreu aos 17 anos como a principal razão para a estratégia adotada pelo Liverpool em relação ao estado físico do jogador.
A lesão aconteceu no final de 2016, quando Darwin atuava pelos sub-23 dos uruguaios do Peñarol. Num jogo com o Sud América, num campo que não estava nas melhores condições, o avançado saltou para cabecear a bola e caiu desamparado, tendo rompido o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. "O LCA é fundamental para quando os atletas precisam de mudar de direção, porque permite o controlo da rotação. Imaginem que o ligamento é como um pedaço de corda com múltiplas fibras. Quando se rompe, todas essas fibras se quebram e é como uma corda que se transformou em dois pedaços", explicou Andy Williams, cirurgião que trabalha em desporto profissional desde 1999 e já operou cerca de 4500 pessoas - metade eram desportistas profissionais - com esta lesão.
O médico contou que esta lesão pode significar um fim de carreira precoce quando ocorre em jovens jogadores, visto que ainda não têm provas dadas como os jogadores mais experientes. "Quando eu os opero e voltam a jogar mais tarde, ficam felizes, mas raramente conseguem um contrato. Por isso ele [Darwin] é extraordinário por ter conseguido isso tendo sofrido uma lesão destas tão novo. É a prova de que tem talento", vincou, revelando ainda que os jogadores com menos de 25 anos têm tendência a demorar mais a recuperar devido ao aspeto psicológico e "talvez por ser um choque para eles".
Darwin recuperou e, em novembro de 2017, foi convidado a treinar com a equipa principal do Peñarol, numa tentativa de recuperação da lesão. "Podia ver-se que era um jogador interessante, mas não conseguiu mostrar todo o seu potencial devido à lesão. Conversámos com ele e iniciámos o processo de fortalecimento dos músculos e do joelho. Ganhou mais massa muscular e isso ajudou-o, mas, mesmo quando treinava com a equipa, o joelho doía sempre que tocava na bola", contou Leonardo Ramos, técnico principal dos uruguaios na altura.
O sofrimento era tal que Darwin chegou a dizer a Ramos que queria deixar de jogar. Foi aí que o treinador o aconselhou a fazer um exame detalhado ao joelho, que mostrou um crescimento ósseo extra naquela região e que lhe causava as dores. O internacional uruguaio foi então submetido a nova operação para retirar esse osso. Esteve seis meses afastado dos relvados e regressou na máxima força, voltando a fazer lembrar o antigo Darwin, como contou ao 'The Athletic' quem jogou com ele.
"Era tão rápido que ninguém o conseguia parar. Tornou-se no Darwin de quem falávamos antes", revelou Fabian Estoyanoff, antigo companheiro de equipa do avançado no Peñarol.
Em 2019/20, Darwin mudou-se para o Almería e deixou impressionado David Badia, treinador-adjunto do clube espanhol na altura. "Ele tinha uma velocidade incrível e conseguia mantê-la durante uma longa distância - de 25 a 30 metros - o que fez a diferença contra equipas que jogavam com pressão alta sobre o avançado. Ele encontrava espaço e fazia a diferença com a sua incrível velocidade", admitiu Badia, que revelou ainda que a receita para esta consistência de Darwin é o foco e a dedicação que dá ao trabalho físico.
"Ele está a cuidar do seu corpo incrível. Ele é louco como [Cristiano] Ronaldo. Durante todo o dia cuida do seu corpo e da sua nutrição, tudo", apontou.
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