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Jornalista conta num artigo publicado no 'Sunday Times' algumas das conversas que teve com CR7
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Piers Morgan, o jornalista que fez a polémica entrevista a Cristiano Ronaldo, contou num artigo este domingo publicado no 'Sunday Times' alguns dos contornos que levaram o craque português do Manchester United a relatar publicamente o que lhe ia na alma. Morgan diz que tudo começou em abril.
"A 15 de abril deste ano o Cristiano Ronaldo ligou-me para falar sobre o Manchester United. O regresso de sonho, que tinha acontecido apenas há oito meses, tinha-se tornado num pesadelo e durante uma hora falou de forma apaixonada dos problemas que estavam por trás do facto de o clube ter passado de campeão, com Sir Alex Ferguson, para a mediocridade abjeta", explica Piers Morgan.
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"'Não posso continuar a ignorar o que está a acontecer dentro do clube atualmente', disse-me ele. 'É tão amador. Não há um objetivo definido, não há liderança, não há organização, é um deserto de ideias. O futuro é negro se as coisas não forem mudadas muito rapidamente'", continua o jornalista, citando Ronaldo.
Morgan conta que perguntou a Ronaldo se se arrependia de ter assinado pelo United e o português admitiu que "talvez o coração tenha falado mais alto do que a razão". "O Ronaldo estava a arder de paixão, fúria, tristeza e eu entendia porquê. Ninguém na história do desporto odeia mais perder do que ele. Por isso ganhou cinco Bolas de Ouro, cinco Ligas dos Campeões e campeonatos em quatro países. Por isso é o melhor marcador da história."
O jornalista recorda que depois deixou um repto: "Diz-me se quiseres falar publicamente disto", conta Morgan. Ao que Ronaldo terá respondido: "Se a situação continuar assim, falarei. Os adeptos não merecem isto, eles merecem saber a verdade'."
Piers Morgan recorda que no dia a seguir à conversa Ronaldo marcou três golos ao Norwich, mas 48 horas depois Georgina dava à luz e um dos bebés morria no parto. "Uma tragédia que o devastou."
Chegada de Ten Hag
E continua: "Três dias depois o Manchester United anunciou o novo treinador, Erik ten Hag, um homem que diz ser um disciplinador 'severo', que rapidamente embirrou com a sua super estrela. O que sucedeu nessa semana é fulcral para se perceber por que Ronaldo me deu a mais explosiva entrevista, que fez manchetes durante dias. No início deste mês mandou-me uma mensagem: 'Olá meu amigo, onde andas?' 'Em Londres. Estás bem?', respondi. 'Sim. Quero dar-te uma entrevista na minha casa em Manchester. É tempo de falar'. Não fiquei surpreendido."
Morgan sublinha que estava à espera deste momento desde abril. "O Ronaldo não é o tipo de pessoa que se senta e silenciosamente aceita aquilo que ele considera serem constantes faltas de respeito por parte dos diretores do clube e do Ten Hag, com a imprensa a divulgar notícias sobre ele em que em '95 por cento dos casos são lixo'", explicou.
Amigos
"Tornámo-nos amigos depois de eu o ter entrevistado há três anos e falamos regularmente através do WhatsApp sobre tudo, de futebol a carros, de vinho à família. Ele consegue ser hilariante, mas também muito honesto e direto. Pela minha experiência, é muito mais inteligente do que a maioria dos futebolistas", prossegue Piers Morgan.
"Sim, ele tem um ego imenso, mas todos os meus desportistas favoritos têm algo de arrogante - de Muhammad Ali e Usain Bolt a Tiger Woods, Michael Jordan e Kevin Pietersen. Uma vez o Ronaldo disse-me num jantar: 'Se não achares que és o melhor, que és o n.º 1 no teu trabalho, então não estás a pensar da melhor forma'."
Adeus ao Manchester United
O jornalista explica ainda que o tempo de Ronaldo "no clube que ama muito provavelmente terminou - algo que ele sabia ser uma possibilidade quando deu a entrevista". "O United, segundo dizem, pretende processá-lo pelo valor do seu contrato. Mas qualquer que seja o valor, valerá a pena pelo facto de ter dito a verdade. Alguns elogiaram-no por ter falado comigo, outros criticaram."
Depois, deixou uma garantia: "Contrariamente ao que disseram, nenhuma das reações à entrevista o incomodou nem o fez arrepender-se de uma só palavra que me tenha dito. Sexta-feira, quando chegou ao Qatar mandou-me uma mensagem em que dizia: 'Tudo bem. O futuro é grandioso'."
"O Ronaldo acredita que foi mal-tratado pelos diretores do United e pelo Ten Hag, dentro e fora do campo, tendo sido injustamente apontado como sendo o culpado das contínuas lutas no clube. E dadas as coisas que ele me contou, concordo. Ele também acredita que continua a ser um grande jogador, e também concordo."
A finalizar, Piers Morgan deixou uma garantia: "O Cristiano Ronaldo apenas precisa de um treinador e de um clube que não o tratem como o lixo que se acumula nas suas maravilhosas chuteiras depois de fazer um hat-trick."
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