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Rui Pedro Silva faz o balanço à experiência em Wolverhampton
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Rui Pedro Silva, adjunto de Nuno Espírito Santo no Wolverhampton, não tem dúvidas de que na Premier League há uma grande ligação entre as comunidades e os respetivos clubes. Para o treinador português, Wolverhamtpon é um exemplo perfeito disso mesmo, tendo o próprio Rui Pedro Silva sentido essa ligação na pele.
"Quase todos os clubes têm uma ligação muito grande aos seus adeptos. Nós sentimos isso aqui. Sentimos que existiu um Wolverhampton com muita história, que passou por um momento difícil, em que desceu às divisões secundárias. Mas a partir do momento em que existe sucesso, volta a existir essa ligação e essa paixão dos adeptos. Aliás, eu tive a oportunidade de ter os meus dois filhos a viver comigo aqui, durante algum tempo, e para mim ter uma reunião com um professor e ele dizer-me "eu queria agradecer-lhe muito o trabalho que estão a fazer aqui, pelo clube", é um tipo de agradecimento que não é normal. Como digo, este é o nosso trabalho, é a nossa "obrigação", e temos muito orgulho em fazê-lo, mas existe muito este agradecimento. Aliás, mesmo o próprio Nuno já foi reconhecido com um Doutoramento Honoris Causa pelo trabalho que desenvolveu no clube e na cidade", referiu, em declarações ao site dos Wolves.
A cumprir a quarta época em Inglaterra, Rui Pedro Silva faz um balanço positivo da experiência até ao momento. "Esta é a nossa quarta época. A primeira foi na Championship, que é totalmente diferente da Premier League. Quando decidimos abraçar este projeto, acordamos para uma realidade totalmente diferente. Tentámos ver o máximo de jogos possível. E foi uma realidade que nos deixou apreensivos, pela maneira como as equipas abordavam o jogo. Tomámos, no entanto, a opção de manter o nosso processo de jogo. E, obviamente, tentar ajustar alguns detalhes. A partir daí fizemos uma época muito boa. Mesmo os jogadores que estavam habituados a um determinado estilo de jogo conseguiram elevar o seu rendimento para outros patamares. Posso citar o caso concreto de jogadores que estiveram connosco no FC Porto, como o Rúben Neves e o Diogo Jota", começou por dizer, prosseguindo.
"Em relação à segunda época, curiosamente alguns jogadores até já comentaram que parece mais fácil jogar na Premier League do que na Championship. Obviamente, há muita qualidade, os jogadores decidem mais rápido, decidem melhor, mas os níveis de agressividade baixam. Conseguimos manter uma base, que vinha da Championship, e, ao nível do scout e recrutamento, identificámos peças fundamentais para conseguirmos acrescentar essa qualidade ao nível do jogo. Foi uma época muito boa, em que conseguimos o acesso à Liga Europa. Na época seguinte, mantivemos o nível anterior mas, infelizmente, na fase final, perdemos o acesso à Liga Europa. Agora estamos numa quarta época, com novos objetivos, a tentar um novo ciclo e manter o mesmo estilo de jogo", acrescentou.
Um dos aspetos que Rui Pedro Silva destaca da aventura em Inglaterra é o respeito que os adeptos têm pelo jogo. "Há uma outra coisa que temos de nos adaptar ao futebol inglês. Que é o respeito pelo jogo em si. Quando vamos para um jogo, sabemos que vamos para um jogo pelo jogo de futebol. Não existe qualquer tipo de interferências para além do jogo. Por exemplo, uma regra muito simples, que muita gente desconhece, é que o futebol em Inglaterra só tem uma bola por jogo. Não existe interferência do apanha-bolas. A bola vai ao público e regressa naturalmente, bate num placard e regressa naturalmente… Existe muito esse respeito. Há o respeito pelos horários, há o respeito pelos árbitros, há o respeito pela comunicação social. Ou seja, basicamente eu acho que toda a gente respeita muito o que foi este produto criado pela Premier League. E, se calhar, por isso tem o sucesso que tem", concluiu.
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