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Internacional português recorda numa entrevista em Itália os primeiros passos no futebol
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Rafael Leão contou numa entrevista ao canal 'Noisey Personal' que em criança teve a oportunidade de ir jogar para o Benfica, acabando, todavia, por rumar ao Sporting. O avançado do Milan recordou a infância e os seus primórdios no futebol.
"Andava sempre a jogar futebol. Os meus amigos de hoje ainda são os vizinhos daquela altura... Eles faziam coisas que eu não podia, como sair para dançar, porque comecei a jogar futebol muito novo. Tinha treinos de manhã...", explicou o internacional português.
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"Jogava futebol o dia todo. Quando regresso a Portugal volto sempre às minhas origens. Não posso dizer que era pobre, mas o meu pai passou por maus momentos para me ajudar. Tinha amigos que podiam comprar uns ténis por 300 euros, mas eu não. Hoje posso comprar o que quiser, posso ajudar a minha família. Os meus pais não trabalham, posso ajudá-los", constatou, com orgulho.
Rafael Leão, de 23 anos, recordou os tempos de escola e o facto de por pouco não ter ido para o Benfica. "Eu era um miúdo espero e discreto. Houve uma altura em que não pude continuar na escola porque havia treinos e jogos. Em criança o meu pai tentou encontrar um clube para mim, comecei a jogar fora aos 7 anos. Eu jogava à bola num jardim em frente a casa e um homem perguntou-se se eu estava em algum clube. Disse-lhe que o meu pai andava à procura de um, para eu começar. Ele disse-me que podia ir ao clube dele fazer um ou dois treinos, para experimentar. Fui lá e fiquei. O clube chamava-se Mora."
Mas depois vieram 'voos' maiores: "Três semanas depois assinei com o Benfica, mas não tive a oportunidade de ir lá treinar porque era em Lisboa, era longe. Disseram que alguém viria buscar-me de carro todos os dias para os treinos, esperei uma semana, mas nunca vieram. Uma semana mais tarde o meu pai contactou-os e disse-lhes que eu ia para outro clube. E fui para o Sporting."
Mas as coisas não foram fáceis: "Eu tinha talento, mas nos treinos... Gostava de futebol, mas na minha cabeça não me preocupava relativamente ao futuro. Até que houve uma reunião, comigo e com o meu pai, disseram-nos que eu se calhar devia ir embora porque naquele momento não estava a fazer as coisas bem. Talvez devesse ter procurado outro clube, mas aquilo entrou-me na cabeça, eu tinha de acordar, concentrar-me e trabalhar. Colocar-me numa posição em que pudesse chegar ao topo."
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