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Quase 25 anos depois do último jogo pelo Nápoles, Diego Maradona continua a ser um nome recordado com muita saudade pelos adeptos napolitanos. Afinal, foi com o argentino que o clube da cidade situada aos pés do Vesúvio viveu os seus melhores anos, conquistando os seus dois únicos títulos italianos (1986/87 e 1989/90) graças a El Pibe. No entanto, nem então conseguiram um registo como o do conjunto agora liderado (em campo) pelo também argentino Gonzalo Higuaín.
Goleador inspirado
Um dos maiores responsáveis pelo notável trajeto esta época é, sem a menor dúvida, Gonzalo Higuaín. O goleador argentino, que chegou a Nápoles no verão de 2013 – vindo do Real Madrid, a troco de 40 milhões de euros –, atravessa a melhor fase da sua carreira. Aos 28 anos, o antigo companheiro de Cristiano Ronaldo já leva 26 golos na Serie A, menos um do que o seu máximo num campeonato (em 2009/10, ainda em Espanha). Com mais dez jornadas pela frente, o avançado promete fazer muitos mais, numa liga em que apenas seis jogadores chegaram aos 30 golos numa época – o sueco Gunnar Nordahl (Milan) foi o melhor, com 35 tiros certeiros em 1949/50.
De qualquer forma, a inspiração goleadora de Higuaín e a qualidade já demonstrada pela equipa de Sarri podem não ser suficientes para devolver o scudetto ao Nápoles. É que a tetracampeã Juventus não desarma e, para já, lidera com três pontos de vantagem.
Por José Angélico