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Começam a sentir-se os primeiros efeitos do falhanço transalpino na qualificação para o Mundial'2026
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O ministro do Desporto italiano, Andrea Abodi, pediu esta quarta-feira a demissão do presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, após a Itália ter falhado a qualificação para o Mundial pela terceira vez consecutiva.
"É claro para todos que o futebol italiano precisa de ser reconstruído", escreveu Andrea Abodi, em comunicado, um dia depois da derrota frente à Bósnia e Herzegovina, na final da repescagem europeia (1-1 após prolongamento e 1-4 nas grandes penalidades).
De acordo com o governante, "este processo deverá envolver uma renovação na liderança da FIGC", que é liderada por Gabriele Gravina desde 2018.
As referências repetidas de Gravina ao governo, lamentando obstáculos enfrentados pela federação, desagradaram ao ministro do desporto.
"O governo demonstrou concretamente, ao longo destes anos, o seu compromisso com todo o movimento desportivo italiano. Considero objetivamente incorreto tentar negar a sua própria responsabilidade pela terceira eliminação consecutiva do Mundial, acusando as instituições de alguma alegada falha", realçou.
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Andrea Abodi reconheceu ainda que o futebol italiano atravessa "uma crise profunda, uma crise geral que exige uma reflexão abrangente, não só da federação, mas também da esfera política italiana".
O presidente da FIGC tentou antecipar as críticas ao convocar uma reunião do conselho federal para a próxima semana, destinada a "fazer um balanço" da situação, num momento em que cresce a pressão política e desportiva para uma mudança na liderança do organismo.
Na noite de terça-feira, o selecionador de Itália, Gennaro Gattuso, pediu desculpa pela terceira ausência seguida dos transalpinos da fase final do Mundial de futebol, face à derrota nos penáltis com a Bósnia-Herzegovina, no Caminho A do play-off europeu de qualificação.
"Peço desculpa, porque não atingimos o objetivo. É um golpe duro e difícil de engolir, porque os jogadores surpreenderam-me com a garra e paixão demonstradas. Estivemos em vantagem e procurámos resistir, mas cá estamos pela enésima vez a falar sobre não ir ao Campeonato do Mundo", afirmou o técnico, em declarações na zona de entrevistas rápidas à estação televisiva Rai Uno, no fim do jogo disputado em Zenica.
A tetracampeã Itália - 1934, 1938, 1982 e 2006 - ficou de fora de um Campeonato do Mundo de futebol pela terceira vez seguida, ao ser eliminada no playoff pela Bósnia-Herzegovina.
Tal como sucedeu nas qualificações para as edições de 2018 e 2022, em que foram afastados por Suécia e Macedónia do Norte, os transalpinos voltaram a cair no play-off europeu.
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