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Bailarina das festas de Berlusconi recusa ser arma de arremesso contra Ronaldo

Imprensa britânica apontou 'Ruby' como uma das 'vítimas' do português

"Estou revoltada, estão a usar o meu nome", terá escrito Karima El Mahrough, de 25 anos, numa mensagem à sua advogada, Paola Boccardi, depois de ler no jornal 'The Sun' que a defesa da norte-americana Kathryn Mayorga - que acusa Cristiano Ronaldo de violação - tem a informação que outras três mulheres terão sido molestadas pelo internacional português. Embora os advogados da ex-modelo não tenham referido nomes, o jornal lembra o caso de Karima, que em 2010, quando tinha apenas 17 anos, disse ter recebido 4 mil euros do craque português a troco de serviços sexuais... 

O jornal 'Corriere della Sera' conta esta terça-feira os contornos do que sucedeu há 8 anos. Karima, então conhecida como 'Ruby', era uma das raparigas que das famosas festas 'bunga bunga' de Silvio Berlusconi. Era menor de idade e bailarina 'especializada' em dança do ventre. Por causa dela o antigo primeiro ministro italiano acabou por sentar-se no banco dos réus, por alegadamente ter mantido relações sexuais com uma menor. Acabou ilibado.

Durante o julgamento, 'Ruby' recusou ser considerada prostituta e foi aí que falou de Cristiano Ronaldo. "Nunca me prostituí nem nunca aceitei ter relações sexuais a troco de dinheiro. Tive sexo com rapazes que gostava. A única vez que me pagaram por uma relação sexual foi com o futebolista Cristiano Ronaldo, que conheci em janeiro de 2009."

Ruby contou depois que conheceu o internacional português numa discoteca em Milão, teria então 16 anos. Primeiro disse que entrou na discoteca de propósito para o ver, porque era "famoso"; depois explicou que afinal o encontro com o português foi fortuito. O depoimento tinha muitas contradições.

Seja como for, terão acabado por trocar números de telefone e uns dias mais tarde jantaram juntos. "Nunca lhe disse a minha idade", terá dito 'Ruby' em tribunal. Acabaram por ir para o hotel onde o jogador estaria hospedado, "no quinto piso".

Na manhã seguinte, 'Ruby' lembra que tinha 4 mil euros em notas de 500 sobre a mesa de cabeceira e um bilhete de Ronaldo que dizia: "Espero não encontrar-te aqui quando regressar".

Ofendida por ser tratada como uma prostituta, a então adolescente relatou que depois teria encontrado Ronaldo numa discoteca, que lhe despejou um copo de champanhe na cabeça e que lhe atirou as notas de 500 euros à cara. Contou que o jogador lhe pediu desculpa.

Foi desta forma que 'Ruby' explicou em tribunal não ser uma prostituta, mas os investigadores não encontraram nenhuma evidência que esta história fosse verdadeira. E a própria Karima, ouvida noutro processo em 2013 num tribunal em Milão, admitiu ter inventado toda a história...

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