Totti: «Dei tudo pela Roma e era capaz de cortar uma perna pelo clube»

Lendário capitão lamenta a forma como foi forçado a terminar a carreira em 2017

• Foto: Reuters

Foram 25 épocas na equipa principal, 786 jogos oficiais e 307 golos marcados. Francesco Totti não conheceu outra casa além da Roma mas o lendário capitão giallorossi não esconde a tristeza pela forma como teve de colocar um ponto final na carreira em 2017. Isto porque na altura, com 40 anos, ainda se sentia capaz de ajudar dentro e fora das quatro linhas.

"Eu não queria deixar de jogar mas também não queria jogar o tempo todo. Já ficaria feliz se fizesse parte do grupo no balneário, poder ajudar o treinador em momentos difíceis e trabalhar com os mais jovens para transmitir a minha experiência. Não sou burro, não tenho 10 anos, mas estava em boa forma física e mental e via nos treinos que ainda tinha muito para dar. Sempre que eu saía do banco o estádio iluminava-se e essa atmosfera ajudava toda a equipa", assumiu Totti numa conversa em direto no Instagram com o também antigo internacional italiano Luca Toni. 

Totti diz que se viu forçado a pendurar as chuteiras e aponta o dedo aos dirigentes por desrespeitarem o acordo que existia. "Não queria arruinar aquilo que fiz na Roma e achei que era melhor aposentar-me do que ir para outro sítio para jogar mais um ano. O problema é que algumas pessoas disseram-me que a minha vontade ia prevalecer mas depois empurraram-me para o outro lado... Fiquei chateado, porque dei tudo pela Roma e era capaz de cortar uma perna pelo clube", justificou.

Uma garantia e um lamento

Totti garantiu ao antigo colega de seleção que não voltará ao clube enquanto James Palotta, co-proprietário e presidente, estiver em funções. "Enquanto a situação for esta não vou pôr os pés em Trigoria [centro de treinos do clube]", sublinhou.

E o avançado revelou ainda que não consegue sequer assistir aos treinos do filho Cristian, que joga nos sub-15 da Roma. 

"Sempre que o deixo nos treinos fico do lado de fora do portão. Às vezes, sento-me no carro e apetece-me chorar ao pensar que, depois de tanto tempo, não posso lá pôr os pés. Ainda tenho ótimos amigos e eles vêm cá fora cumprimentar-me. Às vezes o meu filho pede-me para entrar e vê-lo jogar, mas não posso, pois seria algo que me mataria", concluiu.

Por André Antunes Pereira
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