Juventus já definiu valor de venda a receber por Cristiano Ronaldo para não ter prejuízo

'Corriere dello Sport' partilhou todas as contas feitas pela equipa de Turim

• Foto: Reuters

Quando há pouco menos de três anos Cristiano Ronaldo trocou o Real Madrid pela Juventus, poucos fãs da Vecchia Signora esperariam que os rumores que circulam esta sexta-feira chegassem. Os merengues estão alegadamente interessados em garantir o regresso do português, já existirão inclusivamente negociações e, ao que parece, a Juventus até já fez as contas para saber por quanto terá de vender o português para não ter prejuízo.

Segundo o 'Corriere dello Sport', a Vecchia Signora terá fixado em 29 milhões de euros um eventual valor de venda, uma verba em teoria acessível a vários clubes. O problema é mesmo o salário que CR7 exigirá, já que em Turim aufere qualquer coisa como 64 milhões de euros brutos - 31 milhões líquidos. Um salário que muito poucos clubes seriam capazes de pagar e que para a Juventus é algo que poderá mesmo ser visto como insustentável - até porque representa um quinto da folha salarial do clube.

Para se chegar aos tais 29 milhões de euros os italianos 'pegaram' no valor pago em 2019 (115 milhões de euros, incluindo prémios e comissões) e analisaram o montante que estará amortizado no final da época, qualquer coisa como 88 milhões de euros.

Um sucesso fora de campo

Por outro lado, apesar de no plano desportivo não se ter traduzido no sucesso esperado, a verdade é que a chegada de Ronaldo ao emblema italiano trouxe inúmeros benefícios económicos, como por exemplo no merchandising, nos bilhetes de época e também nos acordos de patrocínio. A nível de merchandising, por exemplo, a Juventus contou com uma subida de 16 milhões de euros nos ganhos no primeiro ano a nível de venda de camisolas.

No que aos bilhetes de época diz respeito, não se viu uma subida no número de vendas - até porque o estádio tem lotação bastante limitada -, mas o clube foi capaz de aumentar os preços, de 881€ para 1029€, o que permitiu chegar aos 30 milhões de euros (17% de aumento). A segunda época, mesmo contando com um impacto forte da Covid-19, foi mesmo a que teve maior retorno, com uma contribuição estimada nos ganhos de 2,8 milhões de euros nos bilhetes de época e 4,7M€ nos bilhetes individuais.

Quanto aos patrocínios, foi aí que se fez mais sentir o efeito CR7. Segundo o 'Corriere dello Sport', o maior aumento foi proveniente do acordo com a Adidas, que renovou o contrato com condições muito mais favoráveis por conta de CR7: passou de 23 para 51 milhões de euros anuais - a esta verba ainda se acrescenta um bónus pago em 2018/19, de 15 M€. Já o outro 'main sponsor', a Jepp, também melhorou o contrato (a verba não foi revelada) por conta também do efeito de CR7.

Por Record
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