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O Tribunal de Justiça da UE 'mostrou o amarelo' ontem à FIFA e à UEFA - considerando contrária à legislação europeia a decisão dos dois organismos de proibir atletas e clubes de participarem em competições privadas, tal como a Superliga -, mas a resposta da Europa foi transversal com a esmagadora maioria dos clubes a rejeitarem a ideia da Superliga. Barcelona e Real Madrid ficaram quase sozinhos, mas têm no Nápoles um verdadeiro aliado.
"Os que governavam até agora têm sido monopolistas e não entenderam que o futebol é uma uma empresa e necessita de volume de negócios crescentes. Se eu investir centenas de milhões num circo que distribui nozes e me obriga a brincar sempre para manter um sistema improdutivo a funcionar, não vale a pena", atirou Aurelio De Laurentiis, presidente do clube italiano, em entrevista publicada esta sexta-feira no 'Corriere dello Sport.
E prosseguiu: "Agora há que fazer um raciocínio sério. Falei com Florentino Pérez e estamos de acordo em pôr na mesma mesa os empresários de verdade e não os presidentes. O futebol está administrado por pessoas sem visão".
Também para a Serie A italiana, De Laurentiis tem planos: "Faria uma Serie E de elite, apenas com equipas de cidades com um número relevante de adeptos. Um Palermo que dê garantias económicas não pode passar pela Serie D: o Bari igual; na Serie A há cidades com 20 mil habitantes que não vendem nem 10 mil bilhetes. Assim, às sete, oito equipas que dominam a classificação, juntamos mais sete com a mesma ambição, fechando 14 lugares na Serie de elite, sem despromoções, como a NBA".
Por Record