Dandara Rebelo: «O meu maior desejo é que o Carlos Mané comece a jogar»

Noiva do jogador do Estugarda admite que o coração de ambos também está no Sporting

• Foto: DR Record

RECORD - Está noiva de Carlos Mané há dois anos. Como foi o pedido de casamento?
DANDARA REBELO – Já era uma ideia que tínhamos há bastante tempo. Foi um momento muito romântico. Depois falámos com a família, fizemos um jantar de noivado e ele disse umas palavras muito bonitas…

R - Ainda não há data?
DR – Não estamos a viver cá e ainda é incerto se ficamos ou se voltamos. Queremos estabilizar e depois, sim.

R - O que despertou interesse no Carlos Mané?
DR – A pessoa que ele é, muito querido. No início, não estava muito interessada pelo facto de ser jogador. Pensava... é futebolista então tem um montão de mulheres atrás e dizia: ‘Não quero isto para mim.’ Hoje penso de maneira diferente. Lembro-me da primeira vez que falámos ao telefone em que ele disse que eu ia ser a sua mulher e mãe dos filhos dele. Nunca tínhamos estado juntos. Depois encontrámo-nos pessoalmente.

R- E tinha razão...
DR – Apaixonei-me completamente. Pude ver como é. Sempre superquerido, humilde, simples.

R- Imaginava-se na Alemanha, em Estugarda, com uma filha?
DR – Não imaginava nada do que construímos hoje. Acho que Deus deu-nos mais do que imaginávamos. O que sonhava era ter uma boa relação. Tudo isto veio por acréscimo, ter um filho foi um sonho para os dois e algo que sempre quisemos, temos a nossa casa, estamos a viver noutro país, é ótimo.

R - Carlos Mané ainda não jogou esta época pelo Estugarda devido à lesão no joelho. Teve de ser operado. Como está a recuperação?
DR – Tem sido muito difícil. Neste momento o pior já passou. Mas foi uma época muito complicada, principalmente para ele. A vida de um jogador é fazer o que mais ama, que é estar em campo e o Carlos não é diferente. Tem uma paixão enorme pelo futebol. Ele fez para chegar onde está, lutou bastante, veio de uma família pobre, construiu tudo isto, ninguém lhe pegou ao colo e trouxe-o até aqui. Custa-lhe estar parado. Foi duro para ele, mas também para mim, porque como mulher tenho de me mostrar mais forte para não nos irmos abaixo, dei-lhe muita força.

R - E como está atualmente?
DR – Quase a 100%. Por ele, começa já amanhã. Está com uma energia que é bom de ver. Quando os jogadores passam por isto – para o Carlos foi a operação e muitos meses parado – em alguma altura pensam que talvez já não consigam mais voltar e correr. Ele nunca me disse isto, mas sei que todas essas coisas passam pela cabeça.

R - O Ano Novo está a chegar. Que desejos tem para 2018?
DR – O meu maior desejo neste momento é que o Carlos comece a jogar. Que tenha uma boa estreia, que o que ele sempre desejou estes meses se concretize.

R - No final desta época , termina o empréstimo do Sporting ao Estugarda. O que gostava que acontecesse?
DR – Em termos profissionais seria bom para o Carlos estar na Alemanha ou noutro país. Ele cresceu no Sporting, uma grande equipa, mas temos de aproveitar as oportunidades.

R - Qual é a maior ambição do Carlos Mané?
DR – É ir sempre mais além. Ser um jogador mais reconhecido.

R - Ficou triste quando ele saiu do Sporting?
DR – É como se fosse uma família, já nos habituámos àquele ambiente, às pessoas, aos adeptos, e deixámos o nosso coração ali também. Estamos a gostar de evoluir porque ir para fora é bom, mas, ao mesmo tempo, o coração está aqui… Mas sim, fiquei um bocadinho triste.

R - Gostava de um dia voltar a Portugal?
DR – Adoro Portugal e viver aqui. Profissionalmente para o Carlos é melhor lá fora, mas gostava que voltasse a jogar em Portugal…

R - Como foi a adaptação a Estugarda?
DR – O mais difícil foi com a bebé. Ainda por cima num país onde eu não entendo nada. Mas tivemos pessoal muito capacitado a ajudar-nos. Posso dizer que correu bem.

R - Como são os alemães?
DR – Sei que os tempos são outros e já não há nada disso [nazismo], mas tinha a ideia de que os alemães eram um pouco racistas, mas não. São sempre muito atenciosos, mesmo com a bebé, simpáticos. Era um receio, mas desapareceu.

R - Quais são as suas ambições?
DR – Quando descobri que estava grávida da Safira ia começar a faculdade na área de nutrição. Neste momento gostaria de abrir um negócio. É uma ideia que temos, mas não para já. Ainda não sabemos em que área, mas talvez restauração.

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