Fernando Sobral e a transformação do futebo em livro

"É uma viagem do futebol na sua idade da inocência até à idade do negócio", sintetiza a Record Fernando Sobral, jornalista do ‘Jornal de Negócios’, sobre o livro que vai amanhã apresentar em Lisboa. Um ensaio da Fundação Francisco Manuel dos Santos que faz um retrato do desporto-rei e como se transformou, sem esquecer a história do futebol português. Dos tempos em que o talento e o divertimento era o que mais se destacava até aos dias de hoje em que "os jogadores são quase como estrelas de Hollywood" , refere o autor da obra.

"Agora os jogadores são imagens rentáveis. Johan Cruijff e George Best também eram estrelas, mas não tinham a mesma dimensão", exemplifica. "Os jogadores tornaram-se ativos, tudo gira à volta do dinheiro, dos direitos televisivos, da publicidade, das receitas e , obviamente, dos resultados." Entre os ‘culpados’ desta mudança no mundo do futebol Silvio Berlusconi destaca-se, na opinião de Fernando Sobral. Quando fez do AC Milan uma constelação de estrelas. "A televisão fez deles estrelas e depois tudo tem a ver com as audiências, as receitas publicitárias...", refere. ‘Futebol, o estádio global’ aborda "toda a lógica de transformação" no desporto-rei, em que o dinheiro é um dos fatores mais importantes. Aqui, as rivalidades ficam fora de jogo. "A ideia não é falar do clima de ódio que está a estragar o futebol português, mas mostrar outro lado que não se fala. (...) O ódio é mau para o negócio ", defende o jornalista, que, admite, ser adepto da época mais "romântica" do futebol, "em que os jogadores e treinadores se divertiam em campo".
Por Susete Henriques
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