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Bento Amaral: «No mar sou igual às outras pessoas»

Comecei a fazer vela com 11 anos e continuei até aos 25, altura em que tive um acidente que me deixou tetraplégico. Sete anos mais tarde descobri que existiam barcos de vela adaptada e voltei ao mar. A sensação foi de liberdade e de autonomia, o que não consigo ter numa cadeira de rodas em terra. No mar sou igual às outras pessoas.

A partir do momento em que tive o acidente e me vi confinado a uma cama, tinha duas opções: ou ficava deitado na cama a vida inteira ou tentava realizar-me o mais possível. Optei pela segunda hipótese e é normal que isso se transmita na vela: vencer obstáculos, ventos fortes e dias frios. É bom olhar para trás e achar que valeu a pena.

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A vida que tenho hoje e os resultados que conquistei são fruto das duas energias que me alimentam. Uma energia positiva interior que me faz querer velejar e ter uma vida o mais normal possível; e outra, a do vento, que faz mover o barco e torna possível este desporto.

Foi assim que me classifiquei para os Jogos Paralímpicos, tendo competido com 300 atletas que representam 11 países. Em Pequim gostaria de ficar entre os cinco primeiros classificados, mas um diploma até ao 8.º lugar já me satisfaria.

Para interagir com os portugueses que vão competir nos Jogos Paralímpicos, em Pequim, de 6 a 20 de Setembro, visite o blogue www.enistoquesomosbons.blogspot.com

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