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A natação surgiu na minha vida por indicação médica como na maioria das pessoas portadoras de deficiência. Fui ganhando o gosto e não olhei mais para trás.
Tomei contacto com o meio aquático aos 3 anos. Aos 12, tive um professor que me falou, pela primeira vez, no desporto adaptado. Levei cerca de 6 meses até decidir falar com o técnico da Selecção da altura. Era uma criança que gostava muito de brincar, mas, passados 2 anos, estava na minha primeira competição internacional. Apesar de ocupar cerca de 5 horas do meu dia com a natação, formei-me em Medicina há 3 anos. Estou a frequentar a especialidade de Medicina Geral e Familiar no Centro de Saúde de Odivelas. O meu dia é uma correria entre casa, piscina e Centro de Saúde.
A energia positiva para conseguir superar as adversidades e manter o ritmo vem do gosto que tenho por tudo. O único contra é ter de abdicar do tempo para a família, mas acabo sempre por encontrar tempo para fazer tudo o que gosto. Deixo um conselho a todos: saltem para fora de casa e encontrem uma actividade que gostem. Não podemos ter vergonha de ter um aspecto diferente dos outros. O importante é fazermos o que gostamos.
Para interagir com os portugueses que vão competir nos Jogos Paralímpicos, em Pequim, de 6 a 17 de Setembro, visite o blogue www.enistoquesomosbons.blogspot.com