Sempre com o Rio Ave, faça chuva ou faça sol

Joaquim Vareiro é sócio do clube há 45 anos e a sua ligação é de tal forma que não perde um único treino da equipa vila-condense

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Joaquim Vareiro, Rio Ave FC

Se para o normal dos adeptos assistir a um jogo da sua equipa do coração é uma espécie de romaria obrigatória, para Joaquim Vareiro, um fã incondicional do Rio Ave, esse ritual começa desde logo nos treinos. Presença assídua nos aprontos do clube de Vila do Conde, este pescador natural das Caxinas assume que estar ali, a ver os jogadores a treinar para tentar atingir o sucesso ao fim de semana, "é uma alegria enorme". É tão habitual a sua presença que Joaquim Vareiro, de 63 anos, até já faz parte da "mobília" do clube, sendo a sua presença sempre saudada por jogadores e treinadores. "Tratam-me muito bem. Gosto de estar ali. Sinto-me bem. É a minha paixão", confessa.

Natural das Caxinas, uma terra de pescadores, mas também de futebolistas (foi de lá que "saíram" Fábio Coentrão e Bruno Alves, por exemplo), Joaquim faz todos os dias três quilómetros a pé pelo amor ao seu clube, de modo a lá estar, à hora marcada, para ver os jogadores trabalharem às ordens do treinador. "Faça chuva ou faça sol, vou a pé e venho a pé." Um "sacrifício", conforme o próprio define, que faz de bom grado, e que no seu entender poderia ser feito por mais pessoas da zona. "Tenho pena que Vila do Conde não viva tanto o Rio Ave como este lugarzinho, que é pequeno mas cheio de emoções, de alegria e de vontade de levantar o Rio Ave. É isso que esperava… Ter mais gente, ver mais gente da cidade no Rio Ave."

A paixão pelo clube, essa, nasceu por múltiplos fatores, mas Joaquim admite que dois foram determinantes. "Aqui, na minha terra, vive-se sempre o clube. Desde pequenino ia com os meus pais e amigos ver o Rio Ave. Vivemos sempre assim."

E numa carreira de adepto com milhares de jogos e treinos assistidos, qual foi a maior loucura que Joaquim Vareiro fez pelo amor ao seu Rio Ave? "Já fiz tantas…", começa por exclamar, mas quando desafiado para recordar aquela que mais o marcou, a sua memória leva-o a 1980/81, no jogo em que os vila-condenses asseguraram a promoção à Primeira Liga. "O Rio Ave marcou um golo e ganhou. Eu invadi o campo e fui roubar uma camisola. Foi a maior loucura." E de quem era essa camisola? De Baltemar Brito, antigo central do clube (entre 1980/81 e 1984/85), que depois se tornou treinador adjunto de José Mourinho.

Um dos sócios mais antigos

Associado do clube desde 1973 – tinha então 18 anos –, Joaquim Vareiro é o sócio número 317 do clube de Vila do Conde, uma ligação que quase se confunde com o seu casamento, que também foi por essa altura. De lá para cá, Joaquim e a sua esposa não partilham só o amor um pelo outro, mas também o amor pelo clube. "Corri este país de uma ponta à outra. Ia sempre com a minha esposa, umas vezes de moto, outras vezes de autocarro. Anda sempre atrás de mim. Temos 45 anos de casamento e estamos sempre juntos pelo Rio Ave."

Curiosidades

» Joaquim Vareiro tem dois filhos, sendo que apenas um deles é sócio;
» Não se recorda do primeiro jogo que assistiu, mas um dos que o marcou foi diante do Sporting, ainda no Estádio da Avenida.

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