Um amor alavancado pelas pequenas coisas

José Lopes vibra com o seu Sporting Clube de Braga desde muito cedo

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José Lopes, SC Braga

José Lopes tinha o sonho de ser jogador, no entanto, a sua carreira com a bola nos pés não passou do nível escolar e universitário. Mas se a paixão pela ação foi interrompida aí, aquela que vive e sente pelo Sporting Clube de Braga perdura, cada vez mais forte. Aos 34 anos, este bracarense de gema, fisioterapeuta de profissão, recorda várias loucuras que fez pelo clube da sua terra, que segue por influência dos pais – "são bracarenses e braguistas. O meu pai então, nem se fala."

Um amor pelo clube da terra que, no seu entender, deveria ser mais vivido. "Devemos ser do clube da nossa cidade." Em Braga, a situação está a mudar, algo que atribui à influência do atual presidente. "Os jogadores começaram a ir às escolas e só agora se começam a ver os frutos nestas gerações vindouras. São mais braguistas do que antes. É um trabalho de anos."

E aproveitando o facto de termos falado em loucuras, qual foi a maior que fez pelo seu SC Braga? A resposta estava logo na ponta da língua: ir a Sevilha, em 2010/11, para ver um duelo das meias-finais da Liga Europa. "Em termos físicos foi essa. Foram 24 horas de viagem, tendo o regresso sido logo depois do jogo." E se a mais exigente para o corpo foi essa à Andaluzia, já a carteira sentiu ainda mais o peso do jogo seguinte. A final, disputada em Dublin, diante do FC Porto.

E se o assunto é ir a jogos, há algo que José Lopes procura não falhar. Não vá o diabo tecê-las… "Tento sempre levar a mesma roupa interior. Costuma dar sorte. Por norma, cada um tem a sua superstição. Quando perdemos pensamos que não devíamos ter feito isto e aquilo…"

Um amor que se vive em família

"Lealdade, igualdade e, sobretudo, o amor pela nossa terra." Quando falamos de valores, são estes que José Lopes encontra ao falar do seu SC Braga. "É algo que não se explica… São aquelas pequenas coisas em que a gente demonstra que ama o clube." Pequenas coisas, pequenos sentimentos, que procura transmitir sempre que possível e desde bem cedo, para "amarrar" mais e mais adeptos para o clube da terra.

"Na minha família temos agora uma criança, uma sobrinha, a qual já tentámos ‘virar’ para o Braga. Vamos mostrando imagens, vídeos, camisolas e cachecóis…" E é em família que procura sempre ir ver os jogos. "Vamos ver os jogos todos juntos. A minha mãe, o meu pai, irmão, primo… Vai tudo. É uma tradição familiar."

A história da camisola

Dada por Alan, a camisola foi utilizada pelo brasileiro na primeira mão dos oitavos de final da Taça UEFA de 2008/09, diante do Paris SG. "Foi um dos melhores de sempre do SC Braga. É um jogador que foi muito importante neste processo de aproximação aos três grandes. Foi fundamental. Ter a camisola que ele utilizou num jogo em Paris é algo gratificante, ficamos de orgulho cheio." É uma camisola que, sempre que pode, leva para os jogos do clube. Seja onde for.

Curiosidades

» A memória atraiçoa-o quando lhe pedimos para recordar o primeiro jogo, mas mesmo assim a temporada está lá gravada. "Recordo-me de vários de 1989, quando tinha 5 ou 6 anos";
» Tornou-se sócio desde muito cedo, mas por razões pessoais foi forçado a deixar de ser. Voltou em 2008 e desde então nunca falhou;
» Para lá de Sevilha e Dublin, José Lopes já viu jogos do seu clube em países como a Croácia.

Jogos mais marcantes

» A primeira vez que o Sporting Clube de Braga se apurou para a final da Taça de Portugal, em 1998 (vitória sobre o Benfica por 2-1). "Estavam 50 mil pessoas no 1.º de Maio!";
» Num plano mais recente, os duelos europeus também ficam na memória. "As vitórias sobre Arsenal, Sevilha, Paris SG, Liverpool…";
» Marca presença em todos os jogos. "Só falho se estiver doente. Vejo uns 35 ou 40 jogos por época, à vontade", garante.

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