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COP e COE assinam protocolo para reforçar cooperação ibérica no desporto

Alejandro Blanco, presidente do Comité Olímpico Espanhol, e Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal
• Foto: Lusa/EPA

O Comité Olímpico de Portugal (COP) e o Comité Olímpico Espanhol (COE) assinaram esta quinta-feira, em Lisboa, um protocolo de cooperação para aprofundar a relação estratégica entre os movimentos olímpicos e criar novas oportunidades para atletas, treinadores e federações.

Na cerimónia, o presidente do COP, Fernando Gomes, sublinhou que o memorando de entendimento entre os dois organismos representa "uma escolha estratégica".

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"O que aqui celebramos é a escolha de aproximar dois países irmãos, duas culturas desportivas com história e legado, e duas organizações que partilham a convicção de que o olimpismo se fortalece quando coopera e cria valor real para quem está no centro de tudo: os atletas, os treinadores e as federações", salientou.

Fernando Gomes lembrou que o processo começou em setembro de 2025, numa visita a Madrid, e que o protocolo agora assinado "cumpre mais uma etapa" desse caminho conjunto.

"Este protocolo traz vantagens diretas para os atletas, significando mais oportunidades de treino, de estágio, de competição e de aprendizagem num ecossistema mais amplo e mais exigente. (...) Em vez de trabalharmos lado a lado de forma paralela, passamos a trabalhar mais coordenadamente, com ambição comum e ganhos mútuos", explicou.

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O dirigente sublinhou ainda que, num contexto em que o desporto depende cada vez mais de ciência, planeamento, dados, medicina e sustentabilidade, a cooperação ibérica pode "encurtar distâncias entre centros de treino e centros de conhecimento" e abrir portas a intercâmbios técnicos e estágios conjuntos.

"Este protocolo é um passo de futuro. É a prova de que, quando se juntam visão, confiança e sentido de missão, o desporto ganha escala, ganha qualidade e ganha utilidade pública. E, acima de tudo, ganham os nossos atletas, portugueses e espanhóis, porque é para eles e com eles que o olimpismo existe", observou.

Já o presidente do COE, Alejandro Blanco, afirmou que a cooperação entre Espanha e Portugal permitirá "ir muito mais longe" no desenvolvimento do desporto e na promoção dos valores olímpicos.

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O dirigente espanhol defendeu que o objetivo comum deve ir além da elite desportiva, promovendo a prática generalizada e a valorização do desporto como ferramenta social.

"O grande objetivo que temos é que os nossos atletas tenham cada vez mais sucesso, mas não só a elite. Que cada vez mais pessoas pratiquem cada vez mais desporto", afirmou.

O presidente do COE sublinhou que os governos devem reconhecer o impacto transversal do desporto.

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"O desporto é relevante para a saúde, para a educação, para a inovação, para o emprego, para a indústria, para a representação do país. Seja qual for o número de ministérios que um governo tenha, o desporto afeta os a todos", realçou, acrescentando que a cooperação ibérica pode contribuir para uma sociedade "mais inclusiva e mais igualitária".

Blanco reforçou que a parceria entre COE e COP permitirá ampliar o alcance das iniciativas e multiplicar o impacto das ações conjuntas.

"Se isto for feito individualmente, temos um caminho. Se o fizermos em conjunto, temos o mesmo objetivo, mas iremos muito mais longe", sublinhou.

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Também o embaixador de Espanha em Portugal, Juan Fernández Trigo, presente na cerimónia, afirmou que o protocolo representa mais um passo na relação "estreita, histórica e profundamente cooperativa" entre os dois países.

"Ao longo da história, o desporto foi capaz de ultrapassar fronteiras e diferenças para se tornar um instrumento de cooperação que devemos utilizar no bom sentido da palavra", lembrou.

O embaixador destacou ainda o simbolismo do Mundial de futebol de 2030, que será organizado conjuntamente por Marrocos, Portugal e Espanha, como exemplo máximo dessa cooperação transnacional.

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"O próximo Campeonato do Mundo de Futebol de 2030 simboliza este espírito de cooperação que une três países de dois continentes e uma mobilização de cidadãos que talvez só o futebol possa alcançar", acrescentou.

Por Lusa
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