A corrupção no desporto pode ser definida como uma qualquer atividade ilegal, imoral e antiética que visa distorcer, deliberadamente, o resultado de um evento desportivo, com o intuito de ganho pessoal para a(s) pessoa(s) que se dedica(m) a essa atividade.
Tal prática parece ocorrer com regularidade não só no nosso país, mas em todo o Mundo - basta olharmos à quantidade de notícias que são difundidas com frequência sobre o tema - pelo que volta a estar no foco do Comité Olímpico de Portugal (COP).
Essa preocupação levou à parceria com o Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) para a celebração dum protocolo na defesa dos interesses dos desportistas, precisamente, em dezembro, o mês da anticorrupção.
O acordo foi rubricado, esta quarta-feira de manhã, na sede do COP, em Lisboa, tendo como intervenientes Olívio Mota Amador, vice-presidente do MENAC, e Artur Lopes, presidente do COP.
"MENAC tem por missão a transparência da corrupção e neste âmbito não podemos esquecer o setor do desporto", disse Olívio Mota.
Já, Artur Lopes enalteceu o valor de preservar o fair-play: "Lutaremos sempre pela pureza no desporto. Todos os intervenientes no fenómeno desportivo devem ter essa luta acesa".
A seguir à intervencão dos dois protagonistas e da assinatura do protocolo seguiu-se uma mesa-redonda, na qual participaram Pedro Fonseca, diretor da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e coordenador da Plataforma Nacional de Combate à Manipulação das Competições Desportivas; Nuno Borges, atleta olímpico; Duarte Gomes, ex-árbitro de Futebol e comentador de arbitragem; Marco Santos, da Federação de Andebol de Portugal/Treinadores de Portugal; e João Paulo Almeida, diretor-geral do COP, com a moderação a cargo de Diogo Nabais, diretor do Departamento Jurídico e de Qualificação do COP.
Para começar Pedro Fonseca sublinhou a importância da "plataforma nacional". "É seguramente mais um mecanismo que vai atuar na prevenção da corrupção. Somos um país pioneiro nos instrumentos que temos a disposição para fazer investigações de excelência. É uma luta diária, é preciso transmitir conhecimento às pessoas, transmitir educação e boas práticas para que os agentes desportivos saibam o risco que correm", afirmou.
Enquanto, João Paulo Almeida destacou a importância dos "meios para a efetiva implementação destes mecanismos. Finalmente temos uma plataforma. Começamos a dotar os parceiros com competências para saber atacar este fenómeno". Deixando ainda o alerta: "Ou se muda o quadro cultural ou então quando se entra com os mecanismos sansionatórios depois é muito difícil mudar a percepção das pessoas. Para além de ser necessário desenvolver-se recursos. O grande trabalho prende-se com as pessoas estarem preparados para abordar estes assuntos".
Por sua vez, Duarte Gomes recordou uma fase muito conturbada da arbitragem no nosso país. "Vi muita coisa acontecer durante a minha carreira. Havia muitas histórias nas décadas de 80 e 90 que culminou com o 'Apito Dourado'. Havia um facilitismo e muitas pessoas, os mais vulneráveis, eram de facto aliciados por coisas tão básicas, como camisolas e bilhetes para jogos", lembrou, sem esquecer: "Mas, hoje em dia, os árbitros estão mais preparados para esse fenómeno, com uma base de formação e um nível cultural que lhes permite afastarem-se dessas situações".
Já, Marco Santos, por sua vez, defendeu que "as federações têm de fazer prevenção nesta área. Continuar a formar os jogadores desde a formação, os treinadores porque um agente desportivo bem informado é um agente desportivo preparado para se defender do risco que podem correr" nas malhas destas redes criminosas.
Finalizando, Nuno Borges partilhou as abordagens que começou a sofrer "aos 16,17 anos nos primeiros torneios internacionais" em que participou e que ainda hoje em dia continua a ser alvo ao mais alto nível no circuito ATP, deparando-se com estas questões, 'perseguido' por este tipo de redes criminosas. "Recebia mensagens pelo facebook a aliciar-me, não necessariamente para ser derrotado no encontro mas para por exemplo perder um set", desabafou. O número um nacional, 36° da hierarquia mundial, acrescentou: "Não estava informado sobre esta situação. Fui aprendendo à medida que as coisas foram acontecendo, limitando-me a ignorar as mensagens que anónimos, ainda, me continuam a enviar frequentemente. As entidades não conseguem dar vazão e controlar os indivíduos".
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