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A morte de José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), no domingo, logo após a melhor Missão lusa em Jogos, tem contornos dramáticos, disse esta segunda-feira o líder da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).
"É um momento muito triste. Fui várias vezes ao hospital e estava sempre convencido de que me ia despedir dele, tal era a forma como o via. Dizem que os gatos têm sete vidas, mas ele deve ter tido oito ou nove, porque era de uma resiliência espantosa e morreu no campo de batalha: esteve em Paris'2024 com atletas, treinadores e dirigentes, assistiu a resultados muito importantes e morreu no dia em que os Jogos Olímpicos terminaram. É uma coincidência quase dramática", notou Manuel Brito, em declarações à agência Lusa.
José Manuel Constantino faleceu no domingo, aos 74 anos, devido a doença prolongada, deixando para trás quase quatro décadas no dirigismo desportivo luso, durante as quais liderou o Instituto de Desporto de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal e o COP, tendo sido eleito como sucessor de José Vicente Moura em 26 de março de 2013.
"Recebi uma mensagem dele há três dias a propósito da medalha de prata do Iúri Leitão [em Paris'2024, no evento de omnium de ciclismo de pista]. Dei-lhe os parabéns e ele respondeu-me, tal como sempre fazia. É com muita dificuldade que estou a encarar este desaparecimento. Foram 54 anos de conhecimento e de vida [em conjunto]", enquadrou.
José Manuel Constantino estava prestes a terminar o terceiro e último mandato no COP, organismo que presidiu nas duas melhores Missões nacionais a Jogos Olímpicos, com a conquista de quatro medalhas em Tóquio'2020 e Paris'2024, volvida a estreia no Rio'2016.
"Reconheço que há uma série massiva de comentários e de referências elogiosas ao seu comportamento e à direção deixada no COP, até porque conseguiu elevá-lo a patamares organizacionais e desportivos nunca antes alcançados. Isso foi uma enorme vitória para Portugal", sustentou Manuel Brito, vice-presidente daquele organismo entre 2009 e 2011.
Autor de livros e artigos publicados sobre desporto, Constantino era considerado um dos grandes pensadores sobre o fenómeno em Portugal, sendo mesmo reconhecido com os títulos de Doutor Honoris Causa pelas Universidades do Porto (2016) e de Lisboa (2023).
"O aumento do número de praticantes é uma luta que eu, ele e outros travámos ao longo das nossas carreiras. Essa é a questão decisiva para Portugal: se não há uma subida do número de atletas, é impossível ter mais resultados de bom nível. Por outro lado, não se pode só olhar para a ótica higienista da prática desportiva num grande conceito vago de atividade física, tal como alguns o fazem. O José Manuel Constantino falava muito disso. O desporto é uma atividade concreta, estruturada e de um enorme valor social", indicou.
Manuel Brito, que também chefiou o Conselho de Ética do COP, de 2017 a 2019, admite ter comungado uma "enorme cumplicidade ideológica e política" na defesa do setor com Constantino, antigo colega de curso e de residência e seu amigo, do qual até "esteve um pouco afastado por razões difíceis de explicar", antes de ambos se terem reaproximado.
"Agora, estão a aparecer pedras no caminho [da afirmação do papel social do desporto], tais como as novas práticas da juventude e a assunção dos esports por parte do Comité Olímpico Internacional (COI) e de outras estruturas. Os esports são jogos, mas não são desportos. Essa confusão e a adesão de jovens a atividades do género, que deixam [de lado] um crescimento saudável, serão muito perigosas. É a minha batalha e foi uma das últimas do José Manuel Constantino", avaliou o dirigente, à frente da ADoP desde 2019.
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