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Feira dos Sofás-Boavista ambiciona lugar no pódio na Volta a Portugal: «Deixar tudo na estrada»

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• Foto: PODIUM EVENTS

A Feira dos Sofás-Boavista ambiciona garantir um dos três primeiros lugares da classificação geral da 87.ª edição da Volta a Portugal, sem abdicar da luta pela camisola amarela, e vencer, pelo menos, uma etapa.

Sucessor de José Santos, diretor desportivo da estrutura boavisteira por 39 anos, André Cardoso promete que Pedro Silva, sexto classificado em 2025, e Fábio Costa, segundo classificado no Troféu Joaquim Agostinho, decorrido na região Oeste, em julho, vão "deixar tudo na estrada" enquanto "muito amigos" que são para que um deles suba ao pódio no Porto, a 16 de agosto, se possível como vencedor da corrida.

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"O nosso grande objetivo seria ganhar a Volta a Portugal. Sabendo nós que é muito difícil e que temos adversários muito difíceis, vamos lutar por isso. Uma Volta bem conseguida seria ganhar uma etapa, andar de amarelo, colocar um ciclista no top-3 e estar na discussão direta da Volta a Portugal", salienta, em declarações à Lusa.

Segundo classificado da edição de 2011, o antigo trepador elege o russo Artem Nych, vencedor de 2024 e de 2025, e o francês Alexis Guérin, segundo em 2025, ambos da Anicolor-Campicarn, o colombiano Jesús David Peña, quarto no ano passado, e o português Tiago Antunes, quinto, da Efapel, e Afonso Silva, da Tavira-Crédito Agrícola, como os principais adversários nas equipas portuguesas.

Agradado com o "percurso muito bem conseguido" da 87.ª Volta, que une Lisboa e Porto entre 5 e 16 de agosto, ao longo de 1.430 quilómetros, André Cardoso vinca que é "muito bom" a corrida regressar ao Alentejo e ao Algarve, alerta para as "muitas surpresas" que a etapa com final no Gerês pode causar, em 13 de agosto, e reconhece o peso das etapas da Torre e da Senhora da Graça, esta com inédita dupla ascensão.

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"A etapa da Torre e da Senhora da Graça são sempre etapas de muito respeito. A subida nova à Senhora da Graça vai ser espetacular. Já tive oportunidade de ver com os meus próprios olhos. Se as pessoas aderirem em massa, vai ser qualquer coisa de muito bom", enaltece.

O antigo corredor julga que a subida à Torre, em 9 de agosto, vai "filtrar um bocado quem está na discussão da Volta a Portugal" e que o contrarrelógio entre Anadia e Águeda, no dia seguinte, também vai influenciar a classificação, obrigando os trepadores a "irem à procura do prejuízo" na segunda metade da prova, o que pode incentivar "mais espetáculo" por parte dos ciclistas.

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"A partir da sexta etapa, 70 ou 80% do pelotão vai querer ir para a fuga. Os percursos vão ser difíceis de controlar. Pode haver uma reviravolta inesperada, seja na etapa sete [Gerês], seja na etapa nove [Senhora da Graça]. Mesmo na etapa de Fafe, pode haver uma reviravolta, com a subida à Penha [a 14 de agosto]", alerta.

Para já agradado com a nova organização da Volta, sob a alçada da empresa espanhola Emesports, do antigo ciclista Ezequiel Mosquera, pela tentativa de inovar e de proporcionar espetáculo a quem vê a prova, André Cardoso diz estar "a mil" para "que não falhe nada" na sua estreia como diretor desportivo e espera estar à altura do legado de José Santos.

"É mais o respeito e a responsabilidade de substituir o professor José Santos. Ele mantém-se na equipa, com outras funções. Convidou-me para ser diretor desportivo da Feira dos Sofás-Boavista. Tenho muito orgulho. Encarei este desafio como uma mais-valia, não só para mim, como para todo o projeto", adianta.

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O responsável pela Feira dos Sofás-Boavista comentou ainda as dificuldades vividas pelo clube desportivo associado à equipa, que comemorou, no sábado, 123 anos e que corre o risco de encerrar a atividade, convidando "todos aqueles que têm muito orgulho em ser boavisteiros" a apoiarem um nome que consta do pelotão da Volta desde 1986.

"Que venham para a estrada, que ponham as suas bandeiras, que ponham os seus cachecóis, que apoiem a equipa da Feira dos Sofás-Boavista. Os ciclistas ficarão satisfeitíssimos em sentir toda a força para a equipa de ciclismo. Na Volta a Portugal, é hora de meter as 'garras' de fora, de vir para a estrada e de não ter vergonha de mostrar o xadrez", proclama.

Feira dos Sofás-Boavista: Fábio Costa (Por), Pedro Silva (Por), David Domínguez (Esp), Iker Bonillo (Esp), Oscar Rota (Esp), Rúben Rodrigues (Por) e Rafael Sousa (Por).

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Por Lusa
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