Jogadores da Seleção de andebol assumem sentimento de "dever cumprido": «É um momento especial»

António Areia, Salvador Salvador, Gustavo Capdeville e Diogo Valério falaram à chegada a Portugal depois do histórico 5.º lugar no Europeu

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Os jogadores da seleção portuguesa de andebol assumiram este sábado um sentimento de "dever cumprido" com o quinto lugar da melhor classificação de sempre em Campeonatos da Europa e a qualificação direta para o Mundial'2027.

"É um momento especial, de dever cumprido. Propusemo-nos a fazer melhor que o Europeu que tínhamos feito em 2020 e acho que tivemos uma competição supercompetente, com alguns altos e baixos também, confesso", reconheceu o ponta esquerdo António Areia, à chegada da parte da comitiva lusa que regressou a Portugal pelo Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa - a restante equipa aterrou no Porto.

A seleção portuguesa de andebol encerrou a presença na main round do Europeu'2026 com um triunfo sobre a Suécia (36-35), no jogo de atribuição do quinto lugar do torneio e a qualificação direta para o Mundial'2027.

Ao triunfo sobre os suecos, os comandados de Paulo Jorge Pereira juntaram a vitória sobre a Espanha (35-27) na quarta-feira, enquanto a Alemanha derrotava a França (38-34) e a Dinamarca vencia a Noruega (38-24), respetivamente, na Ronda Principal.

Para que tal se concretizasse, António Areia defende que Portugal está "ao nível" destas seleções, as principais referências do panorama europeu e mundial, e congratulou-se por esse facto, que permitiu superar o sexto lugar obtido em 2020.

"Acho que é sempre possível fazer melhor e somos um grupo que gosta de se propor a esse tipo de desafios e achamos que estamos ao nível, senão também não o faríamos. No Mundial defrontámos quase as mesmas equipas para tentar chegar ao quarto lugar - a Alemanha, a França, a Espanha e a Noruega", elencou, satisfeito.

Momentos após terem cumprimentado as respetivas famílias, o lateral Salvador Salvador e os guarda-redes Gustavo Capdeville e Diogo Valério recordaram o épico golo marcado por Martim Costa, que permitiu derrotar, sobre o final, a Suécia, cinco vezes campeã europeia.

"Tínhamos a noção de que ia acabar por ser um [último] remate e independentemente se fosse golo ou não, o jogo ia acabar. Felizmente o Martim nestas situações marca muitas vezes e aconteceu mais uma vez", assinalou, sorridente, Salvador Salvador.

Já o guarda-redes Gustavo Capdeville confessa que a enorme adrenalina do momento não lhe permitiu escutar, ou recordar, as palavras do treinador, momentos antes.

"Estávamos focados naquilo, eram os últimos segundos e o que queríamos era marcar o golo. Sou sincero: não escutei, estávamos tão ansiosos, queríamos tanto marcar e ganhar", recordou Gustavo Capdeville.

Um sentimento partilhado por Diogo Valério, que apenas pensava em defender a sua baliza para que os seus companheiros pudessem definir, num último esforço, o resultado desejado.

"Estava na baliza quando sofremos o golo do empate e eu só pensava: não deixo a bola entrar, pela equipa. Acho que não aguentamos ir para um prolongamento'", partilhou o guarda-redes.

Na nona presença em fases finais, quarta consecutiva, a equipa das quinas alcançou o seu melhor resultado de sempre, superando o sexto lugar que tinha conseguido em 2020.

Portugal terminou a fase preliminar no primeiro lugar do Grupo B, com duas vitórias, frente a Dinamarca e Roménia, e um empate com a Macedónia do Norte, seguindo em frente na prova.

Na Ronda Principal, a formação lusa foi terceira na sua poule, com derrotas frente a Alemanha e França, um empate com a Noruega e um triunfo frente a Espanha, o que lhe permitiu o acesso ao jogo de disputa do quinto lugar.

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