Jogadores querem desafiar probabilidades e melhorar sexto lugar de Portugal no Europeu de andebol

Comitiva nacional motivada apesar de reconhecer as dificuldades do grupo

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Martim Costa confiante para o Europeu de andebol
Martim Costa confiante para o Europeu de andebol • Foto: :Juan Antonio Garaitkoetxea

O lateral Martim Costa disse esta quarta-feira  que Portugal tem de mostrar no Europeu de andebol que é uma das melhores seleções, enquanto o central Rui Silva quer desafiar as probabilidades e melhorar o sexto lugar da edição de 2020.

Na véspera do início da nona participação em fases finais - a quarta seguida - dos 'heróis do mar', que têm como melhor resultado o sexto posto obtido em 2020, os jogadores de primeira linha da seleção foram os porta-vozes, na Jyske Bank Boxen Arena, na cidade dinamarquesa de Herning.

"Temos um grupo difícil, a 'main round' depois é ainda mais complicada, mas temos qualidade e provámos no último Mundial que somos capazes de muita coisa. Amanhã [sexta-feira], com a Roménia, é o primeiro passo para atingir o objetivo", previu o jogador do Sporting, em declarações à comunicação social.

Para um dos atletas-chave da equipa comandada por Paulo Jorge Pereira, as seleções presentes respeitam mais os portugueses, face aos recentes resultados, porém, a responsabilidade lusa também é maior.

"Podem respeitar-nos mais, mas também temos mais responsabilidades neste Europeu. Provámos que somos uma das melhores seleções do mundo, temos de ir para dentro de campo e fazê-lo. No papel não conta para nada. O quarto lugar [no Mundial de 2025] traz-nos muita expectativa", argumentou.

Depois, o melhor marcador da última edição do Euro, com 54 golos, juntamente com o dinamarquês Mathias Gidsel, atual melhor jogador do mundo, abordou uma eventual luta pelo 'cetro' de maior artilheiro.

"Fica para segundo plano. Não penso muito nisso, não está na minha cabeça. Prefiro marcar um golo e ganhar do que marcar 10 e perder", transmitiu.

Por sua vez, Rui Silva, que vai disputar a sétima fase final, entre Europeus e Mundiais, é um dos mais experientes e um dos cinco jogadores do atual plantel que ajudou a chegar ao tal sexto lugar, com o objetivo a passar por melhorar esse feito.

"Queremos muito fazer melhor do que fizemos em 2020. Temos de desafiar muitas probabilidades, muitas coisas. É uma prova muito dura e com seleções com ambições de fazer grandes resultados. Vamos fazer aquilo que temos feito, mostrar o que somos e do que somos feitos", apontou.

À semelhança de Martim Costa, o central do FC Porto, de 32 anos, considera que a responsabilidade dos lusos é, agora, diferente, com o grupo a encará-la "de forma saudável".

"Depois do que fizemos no Mundial, toda a gente espera sempre mais e melhor de Portugal, mas isso também é saudável. Gostamos de estar em ambientes de pressão, de responsabilidade e é isso que faz o desporto de alta competição. Encaramo-la de forma saudável", concluiu.

A equipa comandada por Paulo Jorge Pereira jogará sempre na cidade dinamarquesa de Herning e estreia-se no Grupo B na sexta-feira, frente à Roménia, pelas 17:00 (hora em Lisboa).

Após o confronto com os romenos, seguem-se os duelos com a Macedónia do Norte, no domingo, e a Dinamarca, anfitriã e tetracampeã campeã mundial, na terça-feira.

A fase final da 17.ª edição do Campeonato da Europa de andebol começa hoje e decorre até 01 de fevereiro, na Dinamarca (Herning), na Noruega (Oslo) e na Suécia (Kristianstad e Malmö).

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