Paulo Pereira: «É possível ganhar sem condições iguais»

Selecionador orgulhoso com a forma como a sua equipa se bate quando representa o País

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Seleção de andebol visitou redação de Record: «Uma das grandes vitórias que tivemos foi o que sentimos aqui agora»

O selecionador Paulo Pereira tem sido o grande mestre na afirmação da Seleção no panorama internacional, pois no espaço de seis anos fez mais por Portugal do que em toda a história anterior, com 4º (2025), 10º (2021) e 13º (2023) lugares em Mundiais, 6º (2020), 7º (2024) e 19º (2022) em Europeus, e 9º (2020) em Jogos Olímpicos, uma sequência a contrastar com os muitos anos em que o país não passava das qualificações.

"Este Mundial foi espetacular, temos afinado cada vez mais o processo de preparação, a forma como competimos e por isso foi mais uma viagem fantástica que nos transportou à melhor classificação de sempre em competições de grande porte", sustentou Pereira na visita a Record.

O treinador revelou alguns dos segredos de que são feitos os Heróis do Mar: "Têm um prazer enorme em representar Portugal, colocando-nos numa posição em fazer crer aos portugueses que é possível ganhar, mesmo sem condições iguais às de outras selecções com quem nos batemos. É questão de superação constante e temos tido sucesso, também com as manifestações de carinho de toda a gente. Cada vez mais os portugueses identificam-se com a nossa forma de estar e de lutar, acreditando que é possível superar as dificuldades nesta vida", defendeu o selecionador.

Quatro quilos  bem aproveitados

Paulo Pereira revelou que perdeu quatro quilos durante o Mundial, entre orientar e preparar os jogos, com muitas noites mal dormidas. Foi o preço a pagar pela intensidade dos dias: "Nem dei conta do desgaste longo a que fomos submetidos, mas sempre ligados a uma pressão boa, positiva, bom stress, que obriga a perder peso. Foi natural."

As piscinas de Iturriza

O luso-cubano Victor Iturriza foi o pivô do Sete ideal do Mundial e mereceu a distinção pelo espírito de sacrifício e muita eficácia. "Sim tive de fazer muitas piscinas  [risos], ir à defesa e ao ataque, houve baixas na equipa, tinha de estar muito tempo em campo. Fiquei muito feliz pelo reconhecimento, mas foi um prémio que faz parte da equipa, nada fazemos sozinhos. Foi exigente ao nível físico, mas com concentração, muita vontade, ultrapassamos as dificuldades. A nossa equipa inspirou os mais novos pela resiliência contra grandes equipas.

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