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Foi há três anos e Luís Jesus informou do facto Fernando Mota, que nega essa conversa. Atleta e clube vão reclamar para a IAAF e vão processar a Federação, com pedido de indemnização pelos prejuízos
Foi antes do Mundial de Atenas em 1997. O empresário espanhol Santiago Marchant terá sugerido a Luís Jesus que tomasse EPO, indicando-lhe um laboratório de uma determinada cidade onde poderia arranjar aquele produto dopante. A acusação é de Armando Cardoso, presidente da Conforlimpa, quarta-feira, em conferência de Imprensa realizada para fazer a defesa do atleta, suspenso por dois anos pela Federação na sequência de uma análise ”antidoping” positiva, em Janeiro de 1999.
Segundo Armando Cardoso, o atleta poder-se-ia ter dopado nessa altura mas recusou. Do facto deu conhecimento a Fernando Mota, na presença do antigo atleta e actual treinador Manuel Matias. Mas, ainda segundo Armando Cardoso, o presidente da Federação nega agora essa conversa com Luís Jesus. Em Janeiro deste ano, o atleta comunicou o facto, por escrito, à Federação Internacional.
CONTESTAÇÕES
Na conferência de Imprensa, a Conforlimpa, clube que tem continuado a apoiar o atleta, distribuiu um ”dossier” com os relatórios médicos dos drs. Jorge Barbosa (realizado a pedido da FPA) e Sílvia Saraiva (médica do atleta), bem como o relatório final da comissão que analisou o caso e vária correspondência com a Federação. Da leitura desses documentos, o clube retira uma série de irregularidades, acusando a comissão, ”formada por dois juristas e um secretário-geral sem bases científicas para contestar um relatório médico”, de ”distorcer algumas verdades do documento do dr. Jorge Barbosa”.
Contesta ainda a demora na divulgação do resultado das análises (quatro meses), o que impediu que, em tempo útil, fossem realizadas novas análises, conforme prevê o regulamento. Cita o nº 5 da regra 59 da IAAF, segundo a qual ”compete à IAAF (ou à Federação) provar o delito de ’doping’” e não ao atleta, conforme tem sido defendido pela FPA. Acrescenta que a Federação deveria ter ouvido o atleta nos três meses seguintes à contra-análise, o que só veio a acontecer quase um ano depois. Defende que das três substâncias que o atleta poderia ter ingerido, apenas uma (nandrolona) fazia parte, na altura, do lote de substâncias proibidas, mas teria que ser injectável (o que retira a hipótese de ter sido tomada sem conhecimento do atleta ou incluída em qualquer reforço alimentar). E as outras duas não faziam parte da lista das substâncias proibidas na altura.
Luís Jesus anunciou a sua intenção de retomar a competição a seguir a 31 de Janeiro de 2001, quando acabar a suspensão. E entretanto, o atleta e o clube irão fazer uma exposição à Federação Internacional e colocar uma acção em tribunal contra a FPA.
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