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Em comunicado, as duas associações dizem estar preocupadas que "nestas decisões não seja equacionado o esforço, o mérito e a resiliência que premeia os capazes" de conseguirem estar entre os elegíveis para estar nuns Europeus.
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A Associação de Atletas de Alta Competição de Atletismo (AAACA) e a Associação de Treinadores de Atletismo de Portugal (ATAP) mostraram-se este domingo em "total desacordo" com a ausência dos marchadores Sandra Silva e Rui Coelho dos Europeus.
Os dois marchadores estavam elegíveis para os Europeus, que se disputam em Munique, na Alemanha, de 15 a 21 de agosto, mas acabaram por não integrar a convocatória de 43 elementos de Portugal.
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Em comunicado, as duas associações dizem estar preocupadas que "nestas decisões não seja equacionado o esforço, o mérito e a resiliência que premeia os capazes" de conseguirem estar entre os elegíveis para estar nuns Europeus. "Se os atletas cumprem todas as exigências desportivas, e salvo informação de ordem médica em contrário, estes devem ser incluídos. Admitimos ainda que uma participação nestes eventos possa não se concretizar, mas sempre tendo em conta a opinião do atleta e do respetivo treinador e sempre com o foco na procura do melhor para o futuro do atleta na modalidade", referem.
As duas associações consideram que ter "a maior comitiva de sempre num Campeonato Europeu não deve ser sinónimo de 'esforço extraordinário' da FPA [Federação Portuguesa de Atletismo], mas sim de 'grande orgulho, compromisso e competência' para que mais atletas portugueses levem as cores lusas aos maiores palcos desportivos". "Com a exponencial exigência dos critérios internacionais, é de louvar os atletas que conseguem obter tais qualificações e é de direito a sua presença", consideram.
A AAACA e a ATAP asseguram ainda que vão continuar "a lutar para que estes dois atletas possam ser enquadrados na seleção".
Os dois atletas também já tinha criticado a FPA pela ausência nos Europeus, com Sandra Silva, que esteve recentemente presentes nos Mundiais de Eugene2022, a referir que, apesar de "cumprir todos os requisitos impostos" pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), acabou por ficar de fora, esclarecendo que não abdicou da presença na competição. "É com profunda tristeza, revolta e sem justificações para vos dar que comunico que, por exclusiva decisão da Federação Portuguesa de Atletismo, não estou convocado para o Campeonato da Europa de atletismo a decorrer em Munique este mês, embora esteja apurado e a cumprir todos os requisitos definidos para tal. E isto sem que nenhum esclarecimento chegasse a mim, ao meu treinador ou ao meu clube, não vos conseguindo infelizmente transmitir mais informações", referiu Rui Coelho.
A FPA confirmou na quarta-feira a presença de 43 atletas nos Europeus, a maior delegação de sempre, que integra, pela primeira, um saltador em altura (Gerson Baldé), um lançador de dardo (Leandro Ramos) e uma estafeta de 4×400 metros.
Além de Pichardo, campeão olímpico em Tóquio2020 e mundial em Eugene2022, destacam-se na seleção portuguesa Patrícia Mamona, medalha de prata no triplo em Tóquio2020, João Vieira, quarto nos 50 km marcha dos últimos Jogos Olímpicos, e Auriol Dongmo, quarta em Tóquio2020.
João Vieira, com a sétima presença, vai tornar-se no atleta luso com mais participações Europeus, enquanto Inês Henriques, Sara Moreira e Patrícia Mamona vão chegar à sexta presença, o mesmo número que tem Fernanda Ribeiro.
Portugal conquistou 36 medalhas em Campeonatos da Europa de atletismo, 15 delas de ouro, 13 de prata e oito de bronze.
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