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Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo considera que a organização "foi quase perfeita, para não dizer que perfeita"
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A medalha de prata lusa nas estafetas mistas nos Europeus de corta-mato, em Lagoa, foi "a cereja em cima do bolo" de uma "organização espetacular", afirmou este domingo o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).
"Em primeiro lugar, e não sou eu que o digo, é o 'feedback' que tenho, foi uma organização espetacular. E, para combinar, a cereja em cima do bolo é a medalha que nós ganhámos nas estafetas mistas", disse Domingos Castro.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente, vice-campeão da Europa em 1994, atrás do campeão Paulo Guerra, sublinhou que "estava muito confiante" de que a estafeta lusa podia chegar às medalhas, tanto que confessou ter pedido à European Athletics para entregar esse prémio no pódio.
"Eu disse: 'Eu quero entregar as estafetas mistas'. Já era um prenúncio de que acreditava que podíamos ser medalhados. O Nuno Pereira ficou doente, não correu, mas os quatro portaram-se muitíssimo bem, criaram um grupo muito bom", acrescentou o presidente da FPA.
Domingos Castro não escondeu que "as coisas não correram bem" para os desistentes Mariana Machado e José Carlos Pinto, que se sagraram campeões nacionais em título neste mesmo percurso e que "tinham algumas expectativas" nas corridas individuais em Lagoa.
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"Ainda não sei qual foi o motivo, mas tudo acontece em desporto. Eu fui atleta, sei que estas coisas acontecem, são coisas da vida do atletismo e dos atletas", enquadrou.
A organização "quase perfeita, para não dizer que foi perfeita", destes Europeus confirmou "que Portugal já é um 'habitué' de excelência, a todos os níveis", abrindo caminho para mais provas continentais em solo nacional, frisou Domingos Castro.
Paulo Murta, técnico nacional de meio-fundo e marcha, lembrou "a regra dos terços" para fazer o balanço desportivo dos resultados lusos na 31.ª edição dos Europeus de corta-mato.
"Nós tivemos um terço que se superou, que esteve bem. Tivemos um terço dentro do esperado. E tivemos um terço que, normalmente, corre sempre menos bem. É normal uma queda, é normal torcer um pé, é normal uma má disposição, além de um surto de gripe que nos afetou", explicou.
As estafetas mistas apresentaram-se "com um nível muito bom", acabando por conseguir o segundo lugar num lote de "eis países com grande possibilidade" de lutar pelas medalhas, e nas provas individuais destacou que houve "vários top-20".
"Tivemos algumas baixas. Mas eu penso que, mesmo assim, o resultado tem de ser positivo. Não é o positivo que a gente queria, mas é positivo", finalizou o responsável pelo crosse da FPA.
A italiana Nadia Battocletti e a britânica Innes Fitzgerald prolongaram os 'reinados' no corta-mato europeu, na 31.ª edição dos Campeonatos da Europa, hoje disputados em Lagoa, onde Portugal alcançou a prata na estafeta, atrás da Itália.
Isaac Nader, campeão do mundo dos 1.500 metros, levou o testemunho luso do quinto ao segundo lugar, culminando a recuperação encetada por Salomé Afonso, vice-campeã europeia 'indoor' dos 1.500 metros e bronze nos 3.000, depois dos primeiros percursos de Patrícia Silva, bronze nos 800 em pista curta em Apeldoorn2025, e Rodrigo Lima.
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