Europeu EPC: Prata e bronze no primeiro dia

E foi logo na abertura do Europeu EPC, em Assen, que Mário Parrulas e Maria Odete Fiúza conquistaram as duas primeiras medalhas para Portugal, num dia que ficou também marcado pelo afastamento de Firmino Batista nas eliminatórias dos 100 metros (T11), ao contrário de Carlos Lopes, que, tal como se esperava, obteve a qualificação para a final.

Nélson Gonçalves foi o primeiro português a entrar em acção. O atleta do Clube de Vela de Tavira concluiu o lançamento do disco (F11) em sexto, com o melhor ensaio (o segundo) a marcar 26,87 metros, registo inferior ao seu recorde nacional (28,69). O dardo e o peso são, no entanto, as apostas fortes do lançador algarvio, fundamentais para alcançar os mínimos paralímpicos.

Nas meias-finais dos 100 metros (T11), Carlos Lopes foi o segundo da primeira série, com o tempo de 11.80, que lhe garante os mínimos para Atenas na distância. Firmino Batista ficou em quarto, com 12.39, sendo desta forma eliminado. A final corre-se hoje, a partir das 18:00, antes de Carlos Lopes ser entrevistado pelo jornalista Tony Garrett, em directo para a BBC Radio World Service.

Depois vieram as medalhas. Mário Parrulas, na sua terceira participação internacional, conquistou a prata nos 10 000 metros (T12), terminando a prova com o tempo de 34:18,51, que supera em 10 segundos o seu recorde pessoal. "Foi um pouco difícil, estava muito calor... Fiz o melhor que pude", disse no final o atleta, que sábado corre a maratona em Assen, o último evento do Europeu EPC. "Não me estava a apetecer correr os 10 mil metros", confidenciou ainda Parrulas.

Maria Odete Fiúza fechou o primeiro dia com a conquista de outra medalha, a de bronze, após ter alcançado o terceiro posto nos 5 000 metros (T12).

Odete foi roubada antes da partida

Uma prova de sofrimento para Maria Odete Fiúza, uma advogada de Leiria, já que teve de correr com as sapatilhas do aquecimento, uma vez que as de competição foram roubadas antes de entrar em pista. "Como não tínhamos ninguém que nos guardasse as coisas, deixámo-las ali perto, onde estavam outros atletas a aquecer. Quando íamos para a câmara de chamada, reparámos que o saco tinha desaparecido. Já não havia tempo para gerir o 'stress'", confessou a atleta.

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