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Com esta marca, Kipchoge ganhou de imediato 905.800 euros. Isto sem contar com os restantes valores vindo dos patrocinadores, especialmente Nike
O queniano Eliud Kipchoge, recordista mundial da maratona, fez ontem história no atletismo, ao completar os 42 quilómetros e 195 metros em 1:59.40,2 horas, em Viena, numa corrida não oficial e que foi organizada ao pormenor para este efeito.
Com esta marca, Kipchoge ganhou de imediato 905.800 euros. Isto sem contar com os restantes valores vindo dos patrocinadores, especialmente Nike.
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Aos 34 anos, Kipchoge, que detém o recorde do Mundo da distância em 2:01.39 h, foi o primeiro a baixar as duas horas, no desafio INEOS 1.59, que tal como o nome indica estava preparado para alcançar este feito. Foi uma corrida em solitário, que não será homologada pela IAAF precisamente devido às suas especificidades. O campeão olímpico no Rio’2016 começou a correr às 8h15 locais (7h15 em Lisboa), atrás de um carro ‘corta-vento’ e marcador de tempo [pacer] e constantemente acompanhado por 41 lebres de topo, entre os quais uma série de compatriotas, o retirado Bernard Lagat e os três irmãos Ingebrigtsen.
O caché das lebres oscilou, segundo a 'Marca' entre os 5 e os 15 mil euros em função do estatuto e da distância que percorreram.
Kipchoge cumpriu quatro vezes um circuito plano de 9,9 quilómetros a um ritmo constante de 2 minutos e 50 segundos por quilómetro, ou seja, a uma velocidade de 21 km/h.
Para Kipchoge, apesar de esta marca não ser homologada, bater a barreira das duas horas é mais importante do que o recorde mundial alcançado em 2018, em Berlim, por ser uma marca histórica e permitir inspirar toda uma geração.
Além de simbólico, o desafio INEOS 1.59, patrocinado pelo gigante da petroquímica, foi também um gigante evento mediático, tendo contado, entre outros, com a presença de Christopher Froome, estrela da equipa de ciclismo com esse nome.
Kipchoge deixou a sua mensagem. "Sou o homem mais feliz do Mundo, por ter conseguido correr em menos de duas horas e poder inspirar muitas pessoas, para dizer que o ser humano não tem limites. Espero que haja mais atletas a conseguir baixar das duas horas a partir de hoje", rematou muito emocionado, já depois de abraçar a mulher.
Carlos Lopes rendido
O feito de Kipchoge mereceu o comentários de muitas estrelas do atletismo mundial, incluindo... de Carlos Lopes, campeão olímpico da maratona em 1984. "Isto não acontece por acaso. A escolha do sítio e o interesse das marcas em valorizar o seu mercado levam ao surgimento destes resultados. É um feito extraordinário e uma forma de perceber até onde pode chegar o corpo humano", reconheceu à Lusa
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