Mundiais: Essa Barshim faz tri no salto em altura e Kipyegon confirma favoritismo nos 1500 metros

A desilusão foi o italiano Gianmarco Tamberi, quarto na altura

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Para lá do título de Yulimar Rojas no triplo salto, a jornada 4 dos Mundiais de Eugene contou ainda com outras duas finais e, tal como no caso da venezuelana, não houve propriamente surpresas no nome dos campeões. No salto em altura, o qatari Mutaz Essa Barshim voltou a ser o que voou mais alto, ao passo que nos 1.500 metros a queniana Faith Kipyegon confirmou o seu favoritismo, ainda que com alguma dificuldade.

Na primeira final do dia, Barshim, ouro em Tóquio'2020 e bicampeão em título (ganhou em Londres'2017 e Doha'2019) fez um concurso praticamente perfeito, passando sempre à primeira de cada vez que a fasquia era elevada. Aos 2,35 metros já apenas restavam quatro adversários e dali em diante ninguém mais passou além do qatari, que ainda conseguiu chegar aos 2,37. Ainda fez a fasquia subir aos 2,42, mas falhou a primeira tentativa e nem tentou uma segunda.

E se no ouro não houve surpresa, nos outros lugares... sim. Em especial pela prata, que foi para o sul-coreano Sanghyeok Woo, com 2,35 metros que igualaram o seu recorde nacional de Tóquio'2020. A fechar o pódio ficou o ucraniano Andriy Protsenko, com 2,33 metros, o mesmo que foi conseguido pela desilusão do dia, o italiano Gianmarco Tamberi, ouro de Tóquio'2020 juntamente com Barshim, que não foi além da quarta posição. O italiano, de 28 anos, continua assim sem qualquer título ou medalha nos Mundiais ao ar livre.

Quanto aos 1.500 metros, foi um fechar de jornada com chave de ouro. Faith Kipyegon como vencedora não surpreendeu, já que a queniana era à partida apontada como grandíssima favorita, mas o que provavelmente não estaria à espera era de um ritmo tão alto de Gudaf Tsegay, que rapidamente conseguiu partir o grupo, primeiro em quatro elementos e depois em apenas três. Sobreviveram Kipyegon, Tsegay e Laura Muir e acabou por ser a primeira a levar o ouro, mercê de um sprint final cheio de poderio. Fechou com 3:52.96 minutos, ao passo que Tsegay teve de contentar-se com a prata com 3:54.52. Já Laura Muir, prata em Tóquio'2020, conseguiu a melhor marca da época com 3:55.28, naquela que foi a sua primeira medalha em Mundiais.

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