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Naide Gomes foi ontem, finalmente, declarada campeã europeia do salto em comprimento. Ela não admitia outra hipótese, mas não pôde comemorar como gostaria e... merecia. "Sabia que a decisão seria essa e, de noite, não dormi nada não porque estivesse preocupada mas porque estava cheia de dores musculares. Estava mais do que visto que só eu poderia ganhar."
Naide foi, aliás, a primeira a protestar. "Eu estava muito próxima da caixa de saltos e, quando vi o salto da alemã, fiquei despreocupada. Até que, depois, olhei para o “placard” e fiquei parva. Como era possível 6,96? Fui logo perguntar se não havia engano. Mas eu falava, falava, feita maluca e eles não me ligavam nenhuma..."
Sonhos
Naide Gomes estava longe de ser candidata a uma medalha neste Europeu. O seu recorde de Portugal era 6,51 (marca que foi ultrapassada pelas oito finalistas), foi melhorado para 6,60 na qualificação e para 6,70 no primeiro ensaio da final, durante a qual viria a fazer ainda 6,67 e 6,61!
"O meu objectivo era chegar à final e bater o recorde nacional. Depois, aí, arriscaria tudo. Sou atleta de provas combinadas e vinha sem pressão. Depois da qualificação e do recorde, é claro que senti-me muito motivada, mas uma final é sempre uma final e a vantagem que consegui na qualificação nada quereria dizer. Mas, claro, depois daquele primeiro salto, tudo passou a ser diferente, embora houvesse sempre a possibilidade de alguém fazer melhor. Só não esperava aquele 'banho de água fria' do salto da alemã. Já nem me consegui concentrar para o último ensaio. Fiquei 'cega de raiva'..."
«Alemã foi impecável»
O júri de apelo, no seu comunicado, elogia a alemã Bianca Keppler que, imediatamente, reconheceu não ter feito a marca que lhe foi atribuída. Naide Gomes também não lhe poupa encómios.
"Foi impecável. Reconheceu logo e, quando lhe pedi desculpa por estar a protestar, ela disse-me que estava a fazer o que devia, que ela faria o mesmo. Foi excelente. Merece que se lhe tire o chapéu.”
Volta de honra adiada
Naide Gomes fazia questão de dar a volta de honra com a bandeira portuguesa, tanto mais que já no ano passado, em Budapeste, foi impedida de o fazer a seguir ao pentatlo pelo facto de o programa estar atrasado.
“Sim, gostaria muito, mas não pode ser. Do local do pódio não há acesso directo à pista e, embora os meus colegas me tivessem dito para furar o protocolo e depois entrar ‘à má fila’ na pista, eu não sou muito disso, não sou ‘penetra’, gosto das coisas como devem ser. Fica para a próxima. Espero que à terceira seja mesmo de vez...”
Heptato em Helsínquia
Agora, Naide vai voltar às provas combinadas. "Depois de quatro anos muito duros, decidi fazer uma pausa este Inverno, para descansar a cabeça e recuperar dos problemas físicos. Mas agora vou recomeçar. Já é tempo de conseguir uma boa marca no heptatlo, como tenho no pentatlo. E quero entrar nas oito primeiras no Campeonato do Mundo de Helsínquia. Se que é difícil, mas estou muito motivada..."
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