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Nélson Évora: «Comprar ou naturalizar atletas é algo ridículo»

Campeão europeu do triplo salto diz que a aposta deve ser feita em quem cá está

• Foto: Reuters
Na ressaca da conquista do título de campeão europeu do triplo salto, Nélson Évora foi uma espécie de análise ao estado atual do atletismo nacional, deixando aquela que é, no seu entender, a receita para o sucesso: apostar nos atletas que cá estão e não avançar para compras ou naturalizações de atletas.

"É sempre muito especial ganharmos medalhas. Eu acho que o trabalho feito num país como o nosso, pequeno, que tanto luta para colocar aqui os seus atletas é de enaltecer. Os nossos atletas não têm as mesmas condições que os outros. É super gratificante o que se consegue. Eu tenho a noção disso, sei a realidade do nosso país, por isso acho que a estafeta chegar à final é extraordinário, comparando com outras realidades", elogiou, em declarações a Record, o atleta de 34 anos.

"Ficámos à frente de outros países que ganharam mais medalhas, mas que não tiveram o ouro, medalhas que eu e a Inês conseguimos. Isso pode ser algo bom e mau. Eu vejo nisso um sinal negativo, porque vão acontecendo pequenos milagres e era importante mudar a nossa mentalidade. Sabendo que já há muita mudança para melhor dentro do desporto nacional, acho que o segredo passa por fazer os nossos acreditarem que podem lá chegar, mesmo com muito trabalho, e todos aqui o demonstram. E não passa por comprar atletas, naturalizar atletas, porque isso é algo ridículo", concluiu o atleta do Sporting.
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