Oitavo maratonista mais rápido da história suspenso por doping

Lawrence Cherono estava a caminho de Eugene para disputar os Mundiais

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Lawrence Cherono venceu Maratona de Valência do ano passado
Lawrence Cherono venceu Maratona de Valência do ano passado • Foto: Reuters

Escândalo no mundo do atletismo. O queniano Lawrence Cherono, o oitavo mais rápido da história na maratona (2:03.04, conseguidos em Valência, 2020), foi suspenso de forma provisória pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), na sequência de um controlo antidoping positivo à substância trimetazidina.

De acordo com o comunicado a AIU, a substância foi detetada num controlo fora de competição realizado a 23 de maio, tendo o atleta sido notificado do resultado adverso esta quarta-feira. Nessa altura, Cherono viajava para os Estados Unidos para competir na maratona dos Mundiais, mas com esta punição acaba por ficar impedido de competir. O maratonista ainda teve uma chance para se defender, mas a AIU considerou as suas alegações infundadas.

No mesmo comunicado, a AIU critica a demora na divulgação dos resultados por parte do laboratório encarregue de testar a amostra, por ter superado os 20 dias habitualmente necessários. Neste caso, a amostra de Cherono apenas teve o seu resultado reportado 47 dias depois, o que é considerado um "atraso inaceitável, que negou a possibilidade de um outro atleta queniano poder disputar a maratona" dos Mundiais no seu lugar.

Para lá de ser o detentor da oitava melhor marca da história, Cherono conta com vários resultados de realce no seu currículo, como as vitórias nas maratonas de Boston e Chicago, ambas em 2019, Valencia em 2021, Amsterdão em 2017 e 2018 ou Praga em 2016.

Na ausência de Lawrence Cherono, a representação queniana na maratona de domingo fica reservada apenas a Geoffrey Kamworor e Barnabas Kiptum.

Velocista norte-americano também afastado

Além do maratonista queniano, a AIU comunicou ainda a suspensão do norte-americano Randolph Ross, que habitualmente compete nos 400 metros. Neste caso a suspensão deveu-se a uma violação no código de controlo antidoping, devido à falha na divulgação da sua localização num momento de teste. Elemento da equipa que conquistou o ouro nos 4×400 em Tóquio'2020, Ross fica também de fora dos Mundiais de Eugene, no caso para a prova dos 400m.

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