Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Atleta do Sporting lamenta que atletismo tenha sido "abolroado" por vários episódios recentemente
Seguir Autor:
O atletismo é mais falado do que nunca pelas incríveis marcas feitas pela elite internacional, mas também pelo lado negativo. No caso pelo doping, com recorrentes casos nos últimos meses que têm manchado a reputação da modalidade. A Record, Rui Pinto lamenta toda esta situação e fala em concreto de Espanha, onde recentemente explodiu um verdadeiro escândalo.
RECORD - Está aqui ao lado e é impossível não falar disto. Como vês esta questão do doping em Espanha?
Relacionada
RUI PINTO - É em Espanha, mas também noutros países. É triste, porque, no meu caso, corro há muitos anos com atletas espanhóis. Depois provavelmente tenho atletas espanhóis à minha frente... O próprio sistema, com casos de controlos positivos escondidos, leva-te a pensar que se calhar há mais... E isso leva-nos a um sentimento de injustiça. Ainda há pouco tempo, num estágio recente, via o Katir a treinar. Olhava para ele quase como um Deus, mas depois acontecem estes casos que nos deixam tristes e a duvidar um bocado. De certa forma, é o que já disse: leva a fazer uma reflexão e perceber que há valores que temos de preservar. Se fazemos um resultado, não sendo tão expressivo quanto o que vemos outros fazer, mas se é o nosso melhor... Devemos estar de consciência tranquila e não nos cobrarmos por uma coisa que em muitos casos é uma mentira. Assim temos a possibilidade de andar nisto de uma forma descansada, com uma carreira longa. Os nossos resultados podem não ser fantásticos, mas são os nossos. E há pessoas que se identificam connosco e não podemos defraudar essas expectativas e admiração.
R - Olhamos para os resultados e começamos a admirar... e depois é uma falsidade. Quase não sabes se deves admirar...
RP - Sim, é isso. E depois tu notas... Competes com eles, são do nosso nível e, num ano, já nos dão um minuto. Sentes que estás a fazer as coisas bem, tens uma boa orientação técnica, tens cuidados, és trabalhador e quando estás neste contexto... Ainda hoje comentei isso 'não vejo ninguém a trabalhar muito mais do que eu'. Quando tens este contacto é bom, porque começas a pensar que não vês atletas a fazer algo muito superior ao que nós fazemos. E depois os resultados são muito díspares. Isso leva-nos a duvidar do caminho que alguns seguem, mas também nos leva a ter mais orgulho no que fazemos, ter admiração por nós mesmos, por não nos deixarmos levar por esse caminho. Porque é um caminho muito fácil. Acho que as pessoas têm de aprender a valorizar quem é honesto e trabalhador e não acreditar em contos de fadas. Qualquer pessoa que esteja por dentro consegue ver isso a léguas!
R - Falando em referências, agora num ponto de vista positivo, quem era o teu ídolo?
RP - Recordo-me de ver o Rui Silva a obter grandes resultados. Depois também porque privei com ele. Foi uma pessoa sempre cinco estrelas. Identifico-me pela pessoa que é. A outro nível, a Vanessa Fernandes. Tive a sorte de treinar com ela, conviver e ser amigo dela. Tem uma capacidade de trabalho... Ver isso ao vivo fez-me elevar o meu nível nesse sentido. Passei a ter uma capacidade muito superior, porque vi alguém que trabalhava como ninguém e isso ajudou-me muito. E continua a ajudar em momentos mais difíceis. Essa disciplina, esse rigor, bebi um pouco disso da Vanessa.
R - E quem temos agora no nosso atletismo que pode ser uma referência? O Isaac Nader...?
RP - O Isaac está num nível internacional, já consegue, como nos Mundiais, lutar por medalhas. Isso já é a excelência. A nível nacional, a esse nível não consigo dizer um nome, porque ele está num nível elevado. Mas temos o Etson [Barros], que tem estado a um nível brutal. Temos o José Carlos Pinto, que tem investido e está a fazer por dar o salto. O Alexandre Figueiredo, o Duarte Gomes... Vejo um futuro risonho. A curto prazo são estes. Mais a longo prazo temos a Mariana Moreira, que tem potencial para atingir um nível bastante elevado. Isto para lá da Mariana Machado! Tem sido uma lufada de ar fresco. Mais a Salomé Afonso.
Meio-fundista melhorou máximo dos 2000 metros em pista curta
Leões vencem competição masculina e feminina
Leões recuperaram o título entre os homens
'Sábado' falou com nove figuras do universo portista para recordarem histórias marcantes do antigo presidente do FC Porto
Derrota do AZ Alkmaar, único representante da Holanda, no playoff da Liga Conferência, facilita vida ao nosso país
Adidas lançou novos equipamentos para 2026 à imagem do maior nome da música reggae
Dono do Olympiacos e acionista maioritário do Rio Ave diz que queria "fortalecer" o emblema grego
Líder da FIFA esteve no 'Conselho da Paz' e poderá ter violado o dever de neutralidade