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Susana Feitor também melhorou (e por 14 segundos!) o seu recorde nacional dos 3000 m marcha, num ”meeting” algo prejudicado pelo vento contrário na recta da meta
A SPORTINGUISTA Sónia Carvalho foi a grande figura do Meeting do Guadiana, realizado domingo na ventosa pista de Vila Real de Santo António, ao bater por duas vezes o recorde de Portugal do salto em altura, passando-o de 1,84 para 1,85, primeiro, e 1,88, depois. Sónia Carvalho, que detinha o recorde com 1,84 desde a época passada, em Leiria, e que o igualara na semana passada, em Madrid, passou 1,85 à segunda tentativa e 1,88 à primeira, tentando depois, sem êxito, passar a fasquia a 1,90.
Para a sua treinadora, Anabela Leite, não foi uma surpresa completa: ”na semana passada quase passara 1,87 e, por isso, sabia que, mais cedo ou mais tarde, o recorde cairia, mas, sinceramente, não pensava que fosse já hoje”.
Para a atleta, também não estavam reunidas as melhores condições: ”fui competir à Maia na sexta-feira e fiz estes quilómetros todos até ao Algarve e daí sentir-me um pouco cansada. Mas isso até foi bom para me descontrair. E descontraí-me de tal maneira que bati os recordes... Além disso, desta vez a minha treinadora não esteve aqui comigo e, por isso, estava um pouco receosa. Mas ela já me avisara que tinha que aprender a saltar sem a sua presença...”
Sónia Carvalho espera agora passar 1,90 numa próxima oportunidade. ”Na primeira tentativa a essa altura esteve quase. Mas desde que num treino, em Alvalade, coloquei a fasquia a 1,90 e experimentei, já não me faz impressão aquela altura. É ’canja’. Canja entre aspas, claro...”
Outro recorde de Portugal foi alcançado por Susana Feitor nos 3000 m marcha, que ela percorreu em excelentes 12.08,30, melhorando em 14 segundos o recorde que detinha desde há cinco anos naquela mesma pista de Vila Real de Stº António (12.22,84).
Muito bom o concurso de João Reis no dardo (67,46 – melhor marca do ano – e 67,28 num conjunto de seis lançamentos acima de 64 metros) e novos progressos do juvenil Nelson Évora no comprimento, com 7,52 ligeiramente ventosos (+2,2 m/s) e 7,40 com vento nulo, relativamente perto de Carlos Calado (7,63).
As corridas de velocidade e barreiras altas foram muito prejudicadas pelo vento contrário, mas Severina Cravid (11,80), Rui Palma (14,36) e Isabel Abrantes (13,62) confirmaram estar bem. O vento também em nada ajudou Carlos Silva (49,90) e Carmo Tavares (58,38) nos 400 m barreiras. Destaque, nesta especialidade, para Edivaldo Monteiro (50,38, perto do seu melhor – 50,26) e para Sérgio Duro, com novo recorde pessoal (51,13 contra anteriores 51,61). É já o sétimo de sempre.
Vento trai enezenaide
Enquanto Mário Aníbal ficou a escassos dez pontos de excelentes 8000 pontos no decatlo, competindo sem adversários à altura (ganhou nove das dez provas!), Enezenaide Gomes só não bateu o recorde nacional do heptatlo porque o vento a traiu na primeira jornada, soprando acima dos regulamentares 4 m/s nos 100 m barreiras.
Ao somar 5606 pontos no seu primeiro heptatlo como portuguesa, fez quase 300 pontos mais que os 5330 de Sónia Machado, que se mantêm na lista dos recordes.
No entanto, Enezenaide ainda ficou a 65 pontos do seu recorde pessoal (5671), obtido na época passada, em Espanha. Mas o recorde cairá numa próxima oportunidade, possivelmente na Taça da Europa da especialidade, no final do mês.
No decatlo, Mário Aníbal obteve a sua terceira marca de sempre (7990 pontos), depois dos 8136 pontos dos Jogos Olímpicos e dos 8069 de Lisboa, há um ano. Os seus 4,67 de ontem impediram que voltasse a passar os 8000 pontos de classe internacional.
Muito bem o ex-júnior Carlos Sá (Independente Torrense, do distrito de Setúbal), que tinha 6108 na época passada, já melhorara para 6444 e fez agora 6721 pontos, sendo já o sétimo português de sempre.
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