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Fernando Sá lamentou que o FC Porto tenha perdido de novo Dragão com o Sporting. "Estamos a jogar com uma equipa com os mesmos objetivos que nós. Têm sido jogos muito competitivos, bem disputados nos dois recintos. Os ajustes defensivos e ofensivos que as duas equipas vão fazendo e a capacidade dos jogadores de os colocarem em campo acabam por equilibrar as forças e os jogos acabar parecer muito parecidos, mas não concordo. Acho que foram jogos bem diferentes, talvez em termos de resultado ao intervalo, mas não a nível estratégico."
Recuperação no final: "No final do jogo, não precisavam de me provar nada a mim, mas foi mais uma prova de grande caráter e dignidade da minha equipa, tendo em conta as dificuldades e sacrifícios que têm feito ao longo da época. Com o Meyers esteve para não jogar, o Marvin Clark teve um problema oftálmico e não pode dar o seu contributo, ter o Kloof que regressou após quatro meses e meio, ter o Voytso, que não treinou a semana toda, e o Francisco Amarante condicionado do pé, não posso pedir mais aos meus jogadores, que foram inexcedíveis no esforço e empenho que tiverem. Precisamos de descansar, pegar nessas contrariedades e fazer delas uma arma que nos ajude a ir a Alvalade ganhar os jogos."
Baixa eficácia no lançamento: "Nenhum jogador falha de propósito. Quem mais sente esses falhanços são os jogadores. Nunca fiz substituição por um jogador falhar lançamento, a frustração é automática no jogador e isso não se refletir na missão defensiva, está tudo bem. Sim, é verdade que falhamos algumas, mas o Sporting também falhou. Às vezes falhamos mais, mas não me parece que tenha estado aí a diferença ao intervalo. Para mim, acho que a diferença ao intervalo, tal como no domingo, foi… o clube tem tentado que o basquetebol não seja notícia por aspetos negativos e eu, que é o meu primeiro ano aqui, sei que toda a gente tem feito um esforço para que assim seja. Parece que estamos sozinhos nessa luta. Enquanto eu cá estiver, o basquetebol e o clube estarão acima de tudo e faremos tudo para que as coisas saiam mais dignificadas.
Cenário na eliminatória: "As coisas estão mais complicadas. Se antes tínhamos quatro jogos para vencer três, agora temos três para vencer três se queremos passar à final. Não temos margem de erro. É nesse sentido que nos vamos preparar e fazer tudo o que está ao nosso alcance para inverter a situação."
O que correu menos bem? "A equipa tem tanta vontade de vencer e quer tanto dar alegrias aos adeptos, que por vezes as emoções acabam por se descontrolar. Seja por um lançamento fácil falhado, seja por uma situação de arbitragem, às vezes a frustração acumula-se e isso tem-nos prejudicado um pouco. Acho que no futuro essa sede de vencer nos vai dar muitas alegrias, porque não há outra forma de ambicionarmos conquistar títulos. Temos de nos habituar a ganhar e não tenho dúvidas que isso vai começar a acontecer."
Por Marques dos Santos