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A SEXTA jornada da fase regular da Liga concluiu-se da melhor forma, já que a Oliveirense e o Seixal protagonizaram um duelo intenso e emotivo, caracterizado por constantes nuances estratégicas, um daqueles jogos ricos em soluções tácticas. Venceu (81-75) a formação de Oliveira de Azeméis, que soube ser mais racional na hora da decisão, ao invés dos seixalenses, os quais cometeram erros de principiantes nos derradeiros dois minutos da partida.
O equilíbrio foi a nota dominante, apesar de o Seixal ter detido durante um maior período de tempo a liderança do “score”. Cedo deparou-se à Oliveirense um problema “nuclear”: travar o poderoso jogo exterior do Seixal, onde imperam os versáteis norte-americanos Thomas Adams e Shawn Jackson e o experiente espanhol Pepe Artiles. Estes três jogadores são os principais marcadores de pontos do Seixal, uma vez que os bases Ravutzov e Carlos Moutinho, cada um no seu estilo, a par dos postes Kostourkov e Cvektovic, não são tão eficazes na hora de atacar o cesto. A questão é que Artiles, Jackson e Adams somaram, os três juntos, 59 dos 75 pontos anotados pelo Seixal. Uma “batalha” parcialmente perdida pela turma da Oliveirense.
Na segunda parte o equilíbrio persistiu. Os forasteiros adquiriram ligeira vantagem beneficiando de quatro triplos consecutivos convertidos por Jackson e Artiles, até que o técnico Henrique Vieira solicitou um oportuno “time-out” e aumentou a pressão defensiva para todo o campo, alteração táctica que provocou inúmeras perdas de bola aos jogadores seixalenses. Com dois triplos sucessivos convertidos pelo base norte-americano Scott Stewart, a Oliveirense regressou ao comando do marcador, de nada servindo a defesa zona “2x3” montada por Luís Silveira, técnico do Seixal.
Scott Stewart fundamental
Com Scott Stewart exímio na condução do encontro e com o poste americano Kevin Veldhuizen finalmente a “aparecer” na concretização do jogo interior, a Oliveirense acabou por vencer justamente a contenda, de nada valendo a avalancha de faltas cometidas nos últimos instantes pelos basquetebolistas do Seixal, uma vez que a equipa anfitriã se revelou eficaz da linha de lance livre.
Destaque, no Seixal, para a magnífica exibição do extremo norte-americano Shawn Jackson, jogador que está gradualmente a regressar à boa condição que o tem notabilizado, após ter protagonizado um início de temporada algo titubeante. Porém, o emergir de Jackson não chegou para “afundar” a Oliveirense, conjunto dotado de muitos valores individuais, apesar de alguns deles (os casos de Carlos Seixas, Alexandre Pires, Jerónimo Bucero e Brian Crabtree) estarem a atravessar um mau momento de forma.
“Esta Liga é muito competitiva e equilibrada e só vencemos o Seixal porque mudámos de atitude na segunda parte”, salientou Henrique Vieira, técnico da Oliveirense.
“A estatística é idêntica e a partida decidiu-se nos pequenos detalhes”, frisou Luís Silveira, treinador do Seixal.
Outros resultados
Benfica-Leiria Basket, 84-61
Gaia-Ovarense, 60-68
Illiabum-P. Telecom, 78-71
Ginásio-Aveiro Basket, 87-79
CAB-FC Porto, 91-92
Barreirense-Belenenses, 91-89
Queluz-Lusitânia, 89-76