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Para estarem presentes na 18.ª Festa do Basquetebol, em Albufeira, as seleções dos Açores encontraram alguns constrangimentos, mas tudo fizeram para se preparar o melhor possível. João Santos, selecionador das sub-14 femininas e com vários cargos da Associação regional, falou a Record sobre as condições que existem no arquipélago para a prática da modalidade.
"Temos quatro associações - S. Miguel, Terceira, Santa Maria e Faial - e cada uma tem o seu campeonato. Depois, os vencedores jogam entre si para decidir o campeão regional e quem irá representar o arquipélago nas taças nacionais, nos vários escalões. A nível das seleções regionais, temos o problema do mar. Só para terem ideia, na preparação desta competição, treinámos apenas oito vezes e apanhamos seleções que treinam durante o ano todo. Noutros anos, tivemos um centro de treinos e houve apoio do governo para fazermos estágio, mas este ano não houve verbas para tal. Mas é o que é, não nos podemos queixar, trabalhamos com o que temos e já tivemos o apoio do governo para estar aqui", começa por contar o técnico.
"Fizemos os treinos todos nos Açores, divididos pela Terceira e S. Miguel. A maior parte das equipas aqui já fizeram torneios de Natal, de Carnaval e Páscoa e nós não, mas não vale a pena queixar. Resta encontrar soluções e darmos o nosso melhor para representar bem a região", acrescenta.
Para fazer a observação das jogadoras, o treinador natural de Ovar admite que o mar que separa as ilhas é um problema. Além disso, visto que é necessário marcar viagens com antecedência, não é possível ter o tempo desejável com as atletas.
"No escalão que eu treino há um total de 92 atletas. Fazer a observação não é fácil porque temos de viajar pelas ilhas. Depois, temos várias condicionantes porque temos de marcar as viagens com antecedência. Por exemplo, fizemos oito treinos, mas ao sexto já tive de fazer a convocatória para agilizar essa burocracia, o que acaba por ser ingrato para as miúdas", explica.
No entanto, João Santos vê a situação a melhorar: "Para o ano, já temos prometido o centro de treinos de regional e a possibilidade de fazer estágios fora do arquipélago. Isso vai ser muito importante, porque os atletas quando chegam aqui têm um choque de realidade, principalmente ao nível da intensidade."