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Pedro Pinto chegou aos 500 jogos na Liga: «É uma conquista muito bonita»

Foto: VSC
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Base do V. Guimarães atinge marca redonda aos 37 anos e fala do seu trajeto, onde até a... pintura tem lugar

Pedro Pinto assinou este fim de semana uma marca grandiosa na sua carreira. O base do Vitória de Guimarães chegou aos 500 jogos só na Liga, registo apenas superado, entre jogadores no ativo, por José Barbosa (Oliveirense). Um feito que, naturalmente, deixou o internacional português muito orgulhoso.

"Quando comecei, nunca foi uma marca que pensasse conquistar. Na verdade, nunca foi um objetivo pois, de início, não é nisso que pensamos. Mas é uma conquista muito bonita, do qual me orgulho", começou por dizer a Record, garantindo que sempre sonhou alto desde os tempos de formação, no Barreirense: "a ambição era sempre muito grande. Tinha as minhas referências, que queria igualar ou ultrapassar, e os meus objetivos eram títulos, conseguir representar a Seleção Nacional e felizmente consegui tudo isso, tirando o título mais importante, o campeonato."

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Numa retrospetiva do seu trajeto, o experiente jogador, de 37 anos, falou do "momento mais bonito". "Foi na primeira época no Vitória [2013/14], em que conseguimos ir à final [n.d.r.: derrota com o Benfica por 3-0] e aquele último jogo, aqui com o pavilhão cheio, com os adeptos a puxarem por nós... Guardo com muito carinho e foi um momento muito bonito. Infelizmente não conseguimos ganhar, mas tudo à volta foi espetacular. Só tenho a agradecer esse momento aos adeptos. Se pudesse reviver algo, esse seria um dos jogos que gostaria de disputar outra vez", lembrou Pedro Pinto, fazendo depois o contraponto com o momento mais difícil: "Foi quando o Barreirense desistiu [da presença na Primeira Liga, em 2012]. Não pensei em desistir, mas passou-me muita coisa pela cabeça. Fiquei um bocado à deriva. Mas diz-se que, às vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente, não é? E as coisas correram bem. Não trocava nada na minha carreira, pelos momentos que passei".

A marca do meio milhar foi atingida no triunfo sobre o CA Queluz, importante numa altura em que o Vitória de Guimarães tenta ficar mais confortável na tabela (ocupa o 7.º posto nesta tabela, com igual registo a mais quatro equipas). "Ainda faltam muitos jogos mas estas duas vitórias foram muito importantes para a classificação e também para o foco da nossa equipa. O objetivo, claro, é sempre ir aos playoffs e acho que estamos no bom caminho. Queremos o máximo de pontos", considerou, admitindo que os minhotos têm tido "alguns altos e baixos" mas que agora estão "num bom momento."

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A menos de um mês do seu aniversário, Pedro Pinto garante que a "paixão pelo basquetebol ainda está presente". "Sinceramente, não penso muito no fim da carreira. Não sei quando será. Estou focado jogo a jogo e sinto-me bem. Vou continuar."

Pintura como hobby... ou algo mais

Fora dos pavilhões, Pedro Pinto tem na pintura um dos seus passatempos, algo que descobriu ainda na infância e que, diz o próprio, gostaria que evoluísse para um projeto mais profissional, até tendo em vista o pós-carreira. "Se puder ser mais qualquer coisa, era excelente. Comecei um bocado por brincadeira e as coisas foram avançando. Para já, é mais um hobby, mas no futuro, quem sabe? Também depende um bocado de mim. Se conseguir, vou fazer por isso. Descobri o gosto na escola primária, tinha algum jeito. Depois desliguei-me completamente mas um amigo meu, que também pinta, disse-me para experimentar, ganhei-lhe o gosto e não parei até agora", contou o basquetebolista, que tem um estúdio em casa onde pinta vários quadros, como se pode constatar nas suas redes sociais: "De início fazia mais para mim. Agora já vendi alguns e tenho vários pedidos. Mostrá-los numa galeria de arte é que ainda não. Mas quem sabe..."

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Por João Socorro Viegas
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