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Base do Sporting revelou que os pais foram decisivos para que continuasse a jogar na fase inicial da carreira
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Diogo Ventura, capitão do Sporting e base da Seleção Nacional, foi o segundo convidado do 'Dois para um', o podcast conjunto de Record e da Federação Portuguesa de Basquetebol que conta também, no lote de entrevistadores, com o antigo internacional português João Santos - e que pode ver na íntegra no site e YouTube de Record. Aos 31 anos, o base revelou que os pais foram fundamentais no seu trajeto, nomeadamente numa altura em que chegou a ponderar desistir do basquetebol, ainda antes de chegar ao Sporting, por falta de perspetivas de futuro.
"Nos dois anos no Galitos e mesmo antes, no Elétrico - e sem desprimor para os clubes -, muitas vezes pensei 'mas por que motivo continuo no basquetebol? Estou a deixar a licenciatura para trás, não consigo estudar como deve ser por causa dos treinos e viagens...' Mas nos momentos mais difíceis os meus pais sempre que me empurraram para continuar, dizendo que eu tinha nível para um dia chegar a um clube grande, como de resto cheguei ao Sporting. Foram muito importantes nisso e depois tenho sempre o conforto de, quase todos os jogos, olhar para a bancada e ver lá o meu pai, a minha mãe e outros familiares", lembrou o internacional português que, à semelhança de Miguel Queiroz, convidado do primeiro episódio, também começou no ténis: "Ainda pratiquei as duas modalidades ao mesmo tempo. Mas houve um dia em que tropecei numa bola, caí e fiquei chateado com o ténis, ficando só pelo basquetebol. Ainda gosto de jogar mas agora é mais padel. Gosto muito de ver ténis, se bem que ainda estou um bocado em negação, já que gostava imenso do Federer e do Nadal, torcia sempre pelo suíço."
O pai, Pedro Ventura, antigo jogador e treinador, desempenhou sempre papel fundamental a todos os níveis no trajeto de Diogo. "Quando estava no Algés, vivia na Charneca de Caparica com os meus pais e ele estava na bancada a ver os treinos, levando-me depois para casa. Se tivesse de ir de transportes à noite, demoraria três horas... Mas depois tirei a carta e dei-lhe descanso. Os meus pais são as pessoas mais importantes da minha carreira, por inúmeras razões", confessou Diogo Ventura que, no já tradicional jogo de 'este ou aquele' com atuais e antigos jogadores com que o podcast termina, acabou por escolher o pai à frente de todos, por motivos óbvios.
Questionado sobre o que diria o atual Diogo Ventura ao jovem Diogo Ventura, o base confessa o seu "único arrependimento": "Não sei se teria dado certo, mas quando estava no Algés tive a possibilidade de ir para o estrangeiro, com algumas propostas de Espanha, da LEB Prata (terceira divisão). Tive medo de ir por algumas serem inferiores às que tinha em Portugal. Mas se soubesse o que sei hoje, tinha arriscado e ido. Se ainda vou a tempo de ter essa experiência lá fora? Não sei, nunca se sabe."
De fãs a respeitados no EuroBasket
Diogo Ventura fez parte da Seleção Nacional que atingiu um histórico 15.º lugar no EuroBasket do passado verão, com duas vitórias. E confessa que ao início "eram apenas fãs" a verem as estrelas dos adversários, como o sérvio Nikola Jokic, mas que depois tudo mudou e mesmo os opositores passaram a ver Portugal de outra forma. "No hotel, no piso abaixo de nós estava a Sérvia e eu e o Diogo Gameiro, colegas de quarto, estávamos à janela a ver quem passava e lá ia o Jokic. 'O que é que o gajo vai fazer?' Ao início éramos só fãs mas combinámos não pedir autógrafos. Só que depois de nos defrontarem, começaram a olhar para nós de forma diferente. Até o Pesic [n.d.r.: selecionador da Sérvia] nos deu os parabéns", recorda.
Ventura esteve presente na edição de 2007 do EuroBasket como adepto e teve então a oportunidade de confraternizar com alguns dos craques dessa seleção, como João Santos - de quem seria mais tarde colega no Algés e que considera "estar num top'3, no máximo 5, a nível nacional". E entre recordações desses tempos, surgiu a questão que ambos discutiram no podcast. Qual é a melhor geração, 2007 ou 2025? "Tenho dúvidas, acho que seria equilibrado mas que vocês depois iriam ceder um bocado, pois a intensidade com que se joga hoje é capaz de ser um bocadinho mais alta do que nessa altura. O jogo é mais rápido e lança-se mais de fora", considerou Ventura, ao que João Santos respondeu: "Em termos de intensidade, tenho dúvidas com essa seleção de 2007. Lembro-me de um treino em que o aquecimento foi de tal forma intenso que, ao fim de 45 minutos, o Valentyn [Melnychuk] disse 'epah, rapazes, acho que não vale a pena continuar, estão a dar muito e eu não tinha preparado uma coisa assim."
Ambição europeia no Sporting
O Sporting volta a entrar em campo amanhã (18h) em mais um jogo da segunda fase da FIBA Europe Cup, agora contra o BK Prievidza. E Diogo Ventura sublinha que os leões devem ter a ambição de chegar aos quartos de final da prova, pese o facto de terem duas derrotas e nenhuma vitória nesta fase. "Podem achar que tenho ambição completamente desmedida mas temos que competir para passar esta segunda fase, mesmo tendo equipas como o PAOK e o Bilbao. O jogo contra o PAOK em dezembro provou isso, podíamos ter ganhado. Faltam quatro encontros e se ganharmos três, poderemos ter hipóteses de apuramento", analisou o base, abordando depois a Liga Betclic, onde a formação verde e branca ocupa o 2.º posto, atrás do invencível Benfica, manifestando a sua crença no título leonino: "Provavelmente eles vão acabar em primeiro na fase regular, não dependemos de nós. Tentaremos o segundo para ter fator casa nos quartos e meias-finais do playoff e depois, numa hipotética final, em junho, logo se verá. Ainda falta muito, mas claro que acredito. É ter os pés assentes na terra, dar o máximo e tentar entrar em todos os jogos para ganhar."
A fechar, numa série de perguntas de resposta rápida, confessou que caso não tivesse sido basquetebolista "gostava de ter sido jogador de futebol" e que Aaron Broussard, extremo do Benfica, é o adversário que gostaria que fosse colega.
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