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Base portuguesa marcou 9 lançamentos de três em 11 tentativas, num total de 29 pontos na vitória das algarvias
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Marta Vargas liderou o cinco ideal da 17.ª jornada da Liga Betclic feminina com uma estrondosa exibição. A base do Imortal marcou 29 pontos e 5 assistências, com uma valorização de 34, contribuindo de forma decisiva para o triunfo (95-71) das algarvias sobre a União Sportiva. Um registo pontual nunca visto antes na sua carreira.
"A única vez que marquei mais foi ainda na formação, nem sequer estava nas seniores. Tive um jogo de 29 pontos, creio, mas foi nos Estados Unidos, na universidade", começou por lembrar, a Record, depois de uma partida em que marcou 9 triplos... em 11 tentativas, num dos melhores desempenhos invididuais a nível de tiro exterior esta época em toda a competição: "Elas estavam a defender zona e nós até estávamos a ter mais ou menos facilidade em sair da pressão a todo o campo. Depois foi encontrar as lançadoras. Eu e a Natalia Lalic - que marcou quatro triplos - estávamos a ter facilidade em encontrar tiros abertos e, em seniores, uma pessoa que até lança bem ficar com espaço... não diria que conseguiria sempre essa percentagem, mas num dia bom é aproveitar."
No entanto, este não é um episódio totalmente isolado para Marta Vargas, que esta temporada ocupa o segundo lugar na lista de jogadoras com melhor percentagem de lançamentos de três pontos, com 45%. "Os triplos sempre foram um ponto forte para mim. Ainda assim, nas duas últimas épocas tenho tentado desenvolver outros aspetos para não ser só o tiro de três a minha única arma. É um pouco trabalho e algo natural. Lembro-me que, quando estava na formação, no Benfica, tínhamos a máquina de lançamentos e desde pequena tive o hábito de lançar muito, de ir para o pavilhão quando podia e lançar. Nos Estados Unidos também tinha essas máquinas e acesso ao pavilhão quando quisesse. Por isso, sempre foi importante treinar muito o meu lançamento."
O Imortal tem estado em destaque na Liga Betclic, ocupando o terceiro lugar apenas atrás de Benfica e Quinta dos Lombos, cumprindo assim com o "objetivo de ficar no top'4". No entanto, dado o atual trajeto, Marta Vargas crê que a equipa "consegue mais", para ir "o mais longe possível". "Claro que estamos a competir para o título. Neste momento as mais fortes são Benfica e Quinta dos Lombos mas já mostrámos que conseguimos competir contra essas equipas, por isso nunca se sabe. Temos uma equipa muito forte, muito completa e acho que conseguimos surpreender qualquer uma dessas adversárias. Vamos passo a passo, mas o objetivo é chegar às finais e conseguir ganhar mesmo tudo", analisou a base, que queria ser "fator importante" no conjunto de Albufeira e crê estar a consegui-lo.
EUA, Itália e Alemanha no currículo
Aos 26 anos, Marta Vargas já conta com três experiências no estrangeiro. "Gostei de todas mas a melhor foi nos Estados Unidos (Rhode Island), é uma realidade completamente diferente, muito maior. Não tive dificuldades de adaptação, o basquetebol é gigante em termos de faculdade. Adorei. Estive um ano na Alemanha, que começou bem mas depois houve mudanças na equipa e acabei por ter menos tempo de jogo. Ainda assim, adorei a experiência e gostei muito da liga alemã, muito física e rápida. Em Itália foram só uns dois meses. Acabei a minha época no CAB em março, não fomos ao playoff e fui para Itália apenas para o playoff da permanência. Não deu bem para ver o nível real da liga, pois competi contra as equipas que estavam mais abaixo na classificação, mas também gostei", sintetizou.
Ainda sem qualquer internacionalização pela seleção principal - somente camadas jovens -, Marta Vargas sonha representar a equipa das quinas, depois de ter estado nas pré-convocadas para o EuroBasket do ano passado: "Sempre foi um objetivo. A seleção de seniores é uma espécie de maratona, não importa quem jogou ou não na formação. Vou continuar a trabalhar e, se tudo correr bem, um dia ainda vou lá aparecer."
Formada em engenharia informática, a base do Imortal já tem ideia do que poderá fazer no pós-carreira: "Gosto do que estudei mas sinto que gostaria de ter feito alguma coisa mais relacionada com o desporto, pois não sou pessoa de passar o dia todo à frente do computador. Se conseguisse encontrar uma forma de ligar a engenharia informática ao desporto, ou mesmo ao basquetebol, seria perfeito. Mas agora isso não está muito na minha cabeça, visto que ainda estou 100% a jogar como profissional."
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Jogo da 13.ª jornada da Liga Betclic masculina
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