Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Norte-americano de 33 anos teve carreira curta no desporto mas não esquece os pavilhões
Alex Dragicevich é norte-americano, tem 33 anos e ganha a vida como humorista. Aposta forte no stand-up comedy e tem como base dos seus textos o passado como desportista. Foi basquetebolista universitário durante quatro anos, dividindo este período entre as universidades de Notre Dame e Boston College.
A sua carreira no basquetebol é uma fonte fácil de material para as atuações que habitualmente faz no Goofs Comedy Club ou na House of Comedy.
"Tive a oportunidade de jogar no March Madness algumas vezes. Por isso é óbvio que já atingi o auge. Mesmo que um dia tenha um filho e a minha mulher diga - 'Este não é o melhor momento das nossas vidas?'... vou responder - 'Sim, está lá em cima, mas não é o topo. Ganhei à equipa de Syracuse quando eles eram o número 1 do país. Aquele bebé nem sequer está qualificado. Nem sequer está no top 25", atirou em entrevista.
Dragicevich teve uma carreira sólida como jogador, com uma média de 6,6 pontos no segundo ano da Notre Dame, mas foram as "vibrações de palhaço da turma" que transmitia em casa e dentro do balneário, que fizeram com que uma vida na comédia parecesse mais viável do que seguir uma carreira profissional no estrangeiro.
Juntou-se ao grupo de comédia "Hello, Shovelhead!" durante os anos que passou em Boston e com a bênção do treinador Steve Donahue.
"Acho que a comédia não me pareceu uma coisa razoável a fazer até chegar a Boston. Só nessa altura entendi que poderia ter futuro nisto", disse Dragicevich.
Dragicevich vive em Brooklyn e ainda mantém um emprego diurno não especificado. Conheceu e tornou-se amigo de comediantes e atores em digressão, como o popular Brett Dodenhoff, e todos lhe disseram que tinha as qualidades necessárias para entrar numa profissão muitas vezes implacável e cruel.
"Acham que ficar sem marcar golos num jogo fora é duro? Experimentem aguentar as bocas do público num espetáculo de comédia longe de casa", atira animado.
O seu humor seco e e de observação aborda temas como o envelhecimento, a sua altura, as suas raízes sérvias e, claro está, a família e as relações interpessoais. Pelo meio... muito basquetebol.
Por exemplo, Dragicevich brinca com os atletas universitários que estão sempre a dar glória a Deus: "Quando as chefes de claque estão a dar uma festa, nenhum dos meus amigos disse - 'Hum, vou rezar por isso'".
A carreira universitária de Dragicevich terminou em 2015 e, na última década, tem sido praticamente um comediante em digressão que também apresenta um podcast. Está satisfeito com a sua atuação e pronto para filmar o primeiro especial de stand-up.
Recorde-se que Mahershala Ali jogou em St. Mary's antes de ser nomeado para um Óscar. Bill Bradley passou de Princeton para a política. Kareem Abdul-Jabbar passou décadas como ator. Dragicevich é um dos poucos a tentar a sorte nas piadas e ainda está a tentar perceber o que é mais difícil - tornar-se um atleta de sucesso ou um cómico de sucesso.
"Será que algum deles foi um sucesso? Quem sabe?", gracejou.
Embora Dragicevich tenha dito que jogou "o suficiente para perceber que não era muito bom", continua a perseguir o momento brilhante no palco que encontrou há tantos anos atrás, ao vencer Syracuse.
"Quando se tem um grande jogo, é difícil superá-lo. Acho que ainda não tive nada como vencer Syracuse. Mas já tive algumas noites muito boas em palco. São ambas espectaculares", rematou.
Autor: DAN GELSTON, Associated Press
Portuguesa cumpriu "sonho" aos 48 anos
Japão, por sua vez, vai receber o Mundial feminino em 2030
Poste português juntou ainda seis ressaltos, cinco dos quais defensivos, um 'turnover' e três faltas
Reta final do melhor campeonato de basquetebol do mundo
Homem terá amealhado, ao longo de cinco anos, mais de 14 milhões de euros em receitas
Situação inusitada acontece já esta sexta-feira com a receção do Den Bosch ao ADO Den Haag, da 2.ª divisão
Coman foi o herói da meia-final ao apontar hat-trick. Ronaldo e Félix foram titulares
Médio francês diz que o português "é muito especial"