Felipe Gomes apresenta queixa contra Francisco Jordão

Felipe Gomes, base internacional do Queluz, vai avançar com uma queixa-crime contra o seu colega de profissão e ex-companheiro de clube (Benfica) e da selecção nacional, Francisco Jordão. O motivo prende-se com a agressão do poste da Oliveirense a Felipe Gomes, ocorrida no final da partida que opôs o clube da Linha de Sintra à formação de Oliveira de Azeméis e referente à quinta jornada da Taça da Europa da FIBA (Conferência Oeste), que terminou com o triunfo do Queluz.

A agressão originou a fractura do nariz ao jogador do Queluz, o qual foi alvo, ontem, de uma intervenção cirúrgica no Hospital da CUF, em Lisboa, que o deverá manter afastado do terreno de jogo durante duas semanas.

"Estou à espera do envio dos papéis do hospital, para avançar com a queixa-crime", disse-nos Felipe Gomes.

A agressão acabou por surpreender toda a gente que se encontrava junto aos balneários do Pavilhão Henrique Miranda. Na verdade, os dois jogadores, já depois do banho e quando se en- contravam acompanhados por Paulo Sérgio - empresário de Francisco Jordão -, travaram-se de razões, seguindo-se a cabeçada de Jordão ao base do Queluz.

"Tudo começou dentro do campo. Fui atingido por ele com um pontapé durante o jogo e, no final, o Felipe Gomes foi provocar-me", acusou, ontem, ao nosso jornal, o poste internacional da Oliveirense.

"Não houve ofensas nem nada que justificasse a agressão", afirmou, por seu turno, Felipe Gomes, para quem a atitude do seu colega de profissão não merece perdão. "Não lhe vou falar. Quem agride desta forma não merece desculpa", disse.

O incidente, observado por colegas, dirigentes e treinadores - o seleccionador nacional Valentyn Melnychuk estava presente -, foi registado no relatório enviado à FIBA pelo comissário ao jogo, Ribeiro da Silva.

Felipe Gomes: «Ele tem de crescer»

"O Francisco Jordão tem de crescer de vez. Já o conheço há muitos anos e ajudei-o muitas vezes. Mas nada justifica a sua reacção a uma conversa onde não houve ofensas. Ele tem de assumir a sua responsabilidade, não tem desculpa. O Queluz tem três jogos muito importantes até final do ano e fica, agora, mais limitado."

Francisco Jordão: «Não me arrependo»

"Tudo começou ainda dentro do campo, onde ele me deu um pontapé. No final foi à minha procura para me provocar, dizendo-me que tinha sido muito bem feito o que me fez e que merecia ainda mais. Não estou arrependido daquilo que fiz. Ele foi provocar-me e foi o responsável por tudo o que aconteceu. Não estou preocupado".

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