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Base do Benfica esteve no Campus de Natal do NBA Basketball School e falou de vários momentos da sua carreira
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Há quem diga que durante as fases de maior adversidade surgem as grandes oportunidades e Joana Soeiro espelha isso ao longo da sua vida e em particular da sua carreira desportiva desde tenra idade. Nascida na Gafanha da Nazaré (Ílhavo), uma região onde o basquetebol é desporto-rei, a base do Benfica e da Seleção Nacional confessa que cedo lhe deu "pica" enfrentar desafios difíceis e testar os seus limites ao iniciar-se na modalidade no meio de rapazes "mais altos e mais fortes", tendo no final da sua adolescência enfrentado o "maior desafio da sua vida", em terras de Tio Sam.
"Foi uma experiência que, se tivesse que repetir, repetia. Enriqueceu-me tanto a tantos níveis, porque é muito longe, é um teste à minha resiliência, não só como jogadora... Fui sozinha com 19 anos para estudar na universidade e jogar. Estava muito longe de casa, foi um teste gigante à minha vontade de querer ser basquetebolista, acho que foi o maior teste que a vida me deu para ter a certeza que queria ser jogadora", recordou, a Record, emocionada, sem esquecer: "Natais que passei sozinha porque tínhamos jogos e não conseguia fazer a viagem para a Europa. Foi mesmo, mesmo muito complicado e testou-me a nível psicológico, mental, emocional, numa fase tão imatura da adolescência, de uma miúda que vem da Gafanha, de um sítio tão pequeno... acho que faz parte da minha essência desde pequenina, como a oportunidade para agarrar os desafios. É das coisas de que mais me orgulho, ter estado longe durante tanto tempo e ter superado. Ganhei tanta coisa com isso a tantos níveis: resiliência, capacidade de sacrifício, de fazer escolhas... como se diz na minha terra, vou ter de comer com molho de tomate e acabou. Acima de tudo fez-me crescer tão rápido e prematuramente enquanto pessoa", confessou ao nosso jornal, no âmbito do Campus de Natal organizado pelo NBA Basketball School, em Lisboa, onde esteve presente e do qual é uma das embaixadoras.
Cumprida a etapa americana, Soeiro regressou a Portugal pela porta das açorianas da União Sportiva, onde esteve uma temporada, mas foi durante quatro épocas de águia ao peito que tomou balanço para nova aventura no estrangeiro, desta feita em Espanha onde esteve durante dois anos: "Deram-me muita coisa, capacidade de resiliência, de entender o meu papel dentro da equipa, mais experiência e vim mais enriquecida em termos de conhecimento do jogo tanto defensiva como ofensivamente".
Regresso ao Benfica e jogo importante com a Quinta dos Lombos
De regresso a "casa" para voltar a defender as cores encarnadas, a base confessa-se "muito feliz". "Pessoalmente era uma coisa que sempre sabia que ia ser bom, voltar a um sítio onde fui feliz e sinto que pertenço. É realmente muito bom e gratificante", destacou, acrescentando ainda a nível coletivo: "Uma equipa nova, com muitas jogadoras novas. Estamos a ter uma fase de adaptação, uma jogadora norte-americana nova que fechámos há cerca de um mês, por isso estamos nessa fase que é sempre um pouco complicada em comparação com as equipas que já trazem os plantéis formados, acho que ainda temos muito que alcançar. Temos muito potencial enquanto coletivo para estarmos nas finais e conquistarmos essas taças que tanto gostamos de trazer para casa".
Joana Soeiro aponta já o foco para os novos desafios no campeonato, em 2026, onde irá começar o ano frente à líder Quinta dos Lombos, com quem o Benfica perdeu os dois embates entre ambos esta temporada: "não somos a mesma equipa que apanhou o Lombos logo na Supertaça no início da época. O Lombos tem as mesmas jogadoras do ano passado, que já tinham mostrado uma capacidade incrível. Iremos voltar com a estratégia alinhavada e uma equipa muito mais coesa, mais trabalhada e mais preparada para sacar a primeira vitória a esta equipa, que está a fazer um campeonato muito interessante. É, sem dúvida, um jogo importante que poderá ajudar a definir a classificação da fase regular. Pese embora a resiliência e consistência que tem vindo a ser praticada pelos Lombos, elas não são invencíveis, tal como não há equipas invencíveis".
A evolução do basquetebol feminino
Para finalizar, a jogadora de 30 anos vincou o salto qualitativo do basquetebol feminino português nos últimos anos: "Mesmo antes do último EuroBasket, este ano, mostrámos que conseguimos competir com as melhores seleções do Mundo porque evoluímos muito enquanto seleção".
Essa progressão faz com que Soeiro esteja otimista sobre o possível regresso a uma montra do basquetebol como é o Europeu, ainda para mais depois da vitória expressiva na receção à Islândia, por 100-70, onde Portugal conquistou a primeira vitória do Grupo G da primeira fase de qualificação para o EuroBasket'2027: "Sem dúvida que o apuramento está bem encaminhado. A nossa vitória no Barreiro frente à Islândia foi muito importante porque foi muito expressiva. Somos uma equipa muito acima delas e será um desafio impossível para elas conseguiram superar os 30 pontos com que as vencemos. Em relação à Sérvia (derrota em Belgrado por 51-77), acredito que será um jogo diferente agora em casa, com o apoio dos nossos portugueses que nunca nos desiludem", atirou.
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