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Carlos Barroca, o derrotado, deu os parabéns do vencedor
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João Carvalho, eleito este sábado presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), considerou ter protagonizado "uma vitória muito significativa", embora reconhecendo que a diferença se fixou "exatamente" nos números esperados, face às "manifestações de apoio" que recebeu.
O novo presidente da FPB mostrou-se satisfeito por ter sido eleito com dois terços da votação -- 40 votos, em 60 possíveis -, tendo também em conta o "mediatismo" do opositor que derrotou, Carlos Barroca.
"Atendendo ao mediatismo que ele tem, acho que a vitória, de facto, é muito significativa. Se fiquei surpreendido com os números, sinceramente e muito honestamente, pelo que íamos percebendo nos contactos no terreno, nas manifestações de apoio, era exatamente este o número de que estávamos à espera", comentou, à agência Lusa.
O candidato vencedor, que até então assumia funções de secretário-geral do organismo, aproveitou para anunciar que o seu mandato assentará fundamentalmente em "continuidade" e "uma mudança reformista" e "não revolucionária" relativamente ao seu antecessor, Manuel Fernandes, que atingiu o limite de mandatos e deixou a liderança.
"Há coisas que naturalmente terão de ter continuidade, sempre disse que isto é uma mudança reformista e não uma mudança revolucionária. Fazia parte de uma equipa e fiz parte dela durante muitos anos. Algumas das coisas até eram da minha própria autoria, decisões que foram sendo tomadas a nível de gestão e processos", explicou, dando o mote para o quadriénio da FPB sob o seu comando.
João Carvalho reconhece, ainda assim, algumas "diferenças" e antecipa "algumas alterações" à gestão que até agora se verificava no organismo que rege o basquetebol português numa política de "continuidade 'qb'".
"Não faz sentido agora dizer que estava tudo errado e vamos começar tudo de novo. Não será uma perspetiva da continuidade da política porque temos perspetivas também diferentes - eu tenho formação em gestão e experiência empresarial, a equipa que me rodeia tem experiência empresarial e universitária, portanto haverá algumas diferenças e alterações que necessariamente teremos de introduzir ao nível da gestão. Portanto, vai haver continuidade, mas 'qb'", reforçou.
O anterior secretário-geral da FPB, que transita para a presidência, anuncia como objetivo para os campeonatos nacionais masculinos e femininos "um modelo de gestão autónomo", com participação ativa dos clubes que os compõem.
"Relativamente às Ligas [masculina e feminina], vamos ter um modelo de gestão, foi o que foi anunciado durante a campanha, autónomo e com participação de representantes dos próprios clubes. Não quero alongar-me muito sobre objetivos associados ao desenvolvimento das Ligas, naturalmente também não quero condicionar a atuação do que vai ser uma comissão executiva", declarou, com prudência.
Relativamente às seleções nacionais, João Carvalho pretende prolongar os bons resultados alcançados em 2025, com as presenças nos Europeus masculino e feminino, repetindo essas presenças enquanto cimenta a qualidade das camadas jovens a nível internacional.
Carlos Barroca, candidato derrotado neste ato eleitoral, parabenizou o seu concorrente pela vitória e desejou-lhe o maior sucesso, a bem do desenvolvimento e estabilidade do basquetebol português.
"Apesar do resultado menos positivo, estou bastante satisfeito, porque conseguimos colocar a comunidade do basquetebol a debater o seu futuro e esse foi um dos objetivos a que me propus quando decidi ir a votos. Quero deixar os parabéns aos eleitos e desejar que façam o melhor possível em prol do basquetebol português. Há muito por fazer, espero que ele [João Carvalho] consiga cumprir com o que prometeram -- o basquetebol bem precisa", declarou.
João Carvalho, cabeça de lista pela Lista A, venceu as eleições pela direção da Federação Portuguesa de Basquetebol com dois terços dos votos (40 em 60 possíveis), derrotando Carlos Barroca, candidato da Lista C, que arrecadou os restantes 20.
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