Matt Fish: «Fui agredido por criminosos»

BASQUETEBOLISTA PROCESSA FC PORTO

MATT Fish vai avançar com o processo disciplinar já interposto contra o FC Porto, na sequência das alegadas agressões de que terá sido alvo por parte de elementos presumivelmente ligados aos dragões, os quais, na versão do jogador norte-americano, terão obedecido a instruções dos dirigentes Fernando Gomes e Fernando Assunção. Segundo informações do seu advogado, Gouveia Coelho, o processo já transitou inclusivamente do Ministério Público para os serviços de investigação da Polícia Judiciária, facto que indicia ”uma situação grave”, frisa.

”Fui agredido por criminosos. Gosto muito de Portugal e dos jogadores do FC Porto, mas odeio este tipo de comportamentos. Fui agredido por oito pessoas, na presença dos responsáveis Fernando Gomes e Fernando Assunção”, acusou Matt Fish.

Este poste de 31 anos (feitos no último sábado) e de 2,10 metros não vai deixar cair esta questão no ”limbo” do esquecimento. Após ter lido um breve comunicado em que sintetizou a revolta que lhe vai na alma, Matt Fish adiantou: ”A dignidade e integridade não se avaliam em dólares. Depois do que aconteceu e de um certo órgão da Imprensa escrita ter publicado que eu tinha acusado vestígios de heroína nos testes efectuados pelo FC Porto, nunca mais consegui encontrar equipa. Nem em Portugal nem no estrangeiro. As notícias correram céleres na ’Net’ e nenhum responsável de um clube quer contratar um basquetebolista que tem a fama de consumir uma droga dura como a heroína. A minha imagem foi muito prejudicada.”

Questionado se considerava os dirigentes Fernando Gomes e Fernando Assunção apenas cúmplices das propaladas agressões, Matt Fish esclareceu: ”Fernando Gomes e Fernando Assunção também são criminosos. Foram eles que deram as ordens para que fosse repetidamente agredido”, disse Matt Fish, que ontem, uma vez mais, fez pacientemente a ”reprise” do que aconteceu na fatídica noite de 20 de Setembro.

”O Jogo” processado

O facto de o jornal ”O Jogo” ter noticiado que o jogador acusara a presença de heroína nos testes realizados pelo FC Porto, informação que terá sido prestada pelo director Fernando Assunção ao jornalista João Veríssimo, também motivou o levantamento de um processo contra este jornal desportivo e o autor do artigo supracitado. ”Essa peça jornalística é altamente lesiva para a minha imagem. Em apenas oito dias a minha carreira desportiva ficou destruída. A minha mulher, o meu filho e Deus não mereciam ver o meu nome envolvido nesta situação”, reiterou Matt Fish.

Entretanto, Gouveia Coelho, advogado do jogador norte-americano, desmentiu uma notícia publicada no jornal ”Público”, segundo a qual Matt Fish e o FC Porto teriam firmado um acordo de âmbito laboral no valor de quatro mil contos. ”O meu cliente chegou a um entendimento com o FC Porto, mas por um montante bem mais elevado.” Uma constatação corroborada pelo próprio Matt Fish. ”Recebi bem mais do que veio publicado nesse jornal. O objectivo dos responsáveis do FC Porto, ao aceitarem esse acordo, era que eu desistisse de avançar com a queixa-crime. Mas, como podem constatar, não foi isso que veio a acontecer. Desejo que se faça justiça.”

Matt Fish seguirá brevemente para os Estados Unidos, aguardando igualmente pelo processo de inquérito levantado pela Liga de Clubes, o qual ainda não está concluído, apesar de este organismo ter prometido uma conclusão rápida do mesmo. A este respeito, Matt Fish e o seu advogado revelaram-se algo cépticos.

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