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Ao estilo elegante junta a rapidez de execução e uma excelente leitura de jogo. Rui Mota “pegou de estaca” no FC Porto de Luís Magalhães. Nos últimos embates adquiriu estatuto de MVP, com destaque para o prémio de Jogador Mais Valioso atribuído no último “All-Star Game” e referente ao embate que opôs as selecções de sub-24 Norte e Sul.
Eleito para o Cinco Ideal da 11ª ronda como 1º base, Mota não é, contudo, um “playmaker” puro. “Posso jogar nessa posição, mas sou mais um base-extremo”, esclarece.
Rui Mota é um dos jovens valores lançados esta época por Luís Magalhães, a par de atletas como Elvis Évora e Sérgio Silva, só para citar estes exemplos. O que é que mudou no FC Porto relativamente à última temporada, em que a equipa nem sequer atingiu o “playoff”? “O que mais mudou foi a mentalidade competitiva imposta pelo nosso técnico, Luís Magalhães. Quem não trabalhar forte diariamente, quem não defender, não joga neste FC Porto”, sustenta.
O “swingman” dos dragões apresenta um discurso prudente e não se deslumbra com a actual campanha da sua equipa, a qual lidera a fase regular da Liga com a mesma percentagem de vitórias (72,7%) que a Ovarense e o Queluz. “Não temos qualquer obsessão pela conquista do título. A conquista do campeonato está obviamente no nosso horizonte, até porque possuímos uma mentalidade vencedora no FC Porto. Mas preferimos pensar jogo a jogo, sem paranóias”, adianta Rui Mota, que opta por falar em nome da equipa em vez de personalizar o seu discurso.
Conclusão: o basquetebolista dos dragões já interpreta bem a “cartilha” utilizada pelo seu técnico.
Forjado na velha escola do Vasco da Gama
Rui Mota é um jovem humilde e simpático, portuense de gema. “Nasci na zona da Batalha, onde ainda resido. Mas comecei a jogar, ainda muito jovem, nas escolas do Vasco da Gama. Aprendi a ser basquetebolista naqueles campos cheios de história, ao ar livre. Como ficavam perto da minha casa, lá fui experimentar”, recorda Rui Mota, o qual, quando chegou ao FC Porto foi trabalhar com o carismático Júlio Matos, actual adjunto do técnico Luís Magalhães.
“Aprendi muito com o Júlio”, sublinha o “swingman” dos dragões, que o então técnico do FC Porto, Alberto Babo, foi “recuperar” ao velhinho Vasco da Gama.
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