«Shaq» ajuda Lakers a eliminar Rockets

A RONDA de sábado à noite foi de apoteose para os LA Lakers, Philadelphia Sixers e San Antonio Spurs. Para trás, na corrida para os quartos-de-final do ”play-off”, ficaram os Houston Rockets, os Orlando Magic e os Minnesota Timberwolves.

Em Houston, Shaquille O’Neal e companhia estiveram ”on fire”, com especial saliência para mais uma grande actuação do poste dos Lakers, autor de 37 pontos e 11 ressaltos e o jogador que, a par do espectacular extremo Kobe Bryant (24 pontos, oito assistências e seis ressaltos) mais influiu na decisão da partida.

”Antes do encontro, os jogadores estavam muito ’stressados’. Mas, com o decorrer do mesmo, souberam controlar os seus ímpetos e bater de forma convincente os Rockets. Penso que o nosso triunfo não pode sofrer qualquer contestação”, frisou Kurt Rambis, ”head-coach” dos Lakers que recebeu o testemunho do veterano Del Harris no início da ”estação”.

”Fizemos o que tínhamos a fazer. Limitámo-nos a jogar com inteligência e de forma consistente”, frisou Shaquille O’Neal, o jogador mais influente (MVP) no desfecho da contenda, favorável ao conjunto californiano, o qual, agora, vai defrontar outro grande rival nos quartos-de-final do ”play-off” – os San Antonio Spurs.

O ”head-coach” Rudy Tomjanovich deu voz à desilusão dos Rockets, de novo afastados da rota do título. ”O jogo correu-nos mal desde o início. Depois, nunca conseguimos encontrar o antídoto para travar Shaquille O’Neal”.

Um dos basquetebolistas mais frustrados era, inapelavelmente, o extremo Scottie Pippen, o homem que, ao lado de Michael Jordan, se ”viciou” na rota do sucesso, ao conquistar seis títulos pelos Chicago Bulls.

Pippen esteve soberbo na luta das tabelas (conquistou 17 ressaltos) mas pouco eficaz na hora de lançar ao cesto – anotou 19 pontos (seis convertidos em 23 tentativas da zona de dois pontos e três em onze em triplos).

”Temos de admitir a realidade. Uma equipa jovem superou outra veterana”, disse Scottie Pippen, que, esta época, não vai voltar a viver as emoções da luta pelo título.

O FIM PARA BARKLEY?

Mas o mais desolado de todos era o veterano ”power forward” Charles Barkley. Aos 36 anos de idade e após 14 anos de NBA, o ”anel” de campeão continua distante da vitrina do consagrado basquetebolista dos Rockets.

”Tenho jogado ao mais elevado nível nos últimos anos, procurei sempre, nas equipas onde actuei, conquistar o ceptro, mas nada disso aconteceu. Vai ser uma decisão difícil, mas se calhar já é tempo de me retirar da competição”, referiu ”El Gordo”, que voltou a ser o melhor elemento dos Rockets nos oitavos-de-final do ”play-off”, tendo somado, no derradeiro duelo desta época, 20 pontos, nove ressaltos e seis assistências.

Frequentemente assolado, nos últimos anos, com dores nas costas – este ano foi submetido a uma astroscopia no joelho esquerdo que o deixou ausente da prova por duas semanas –, Charles é um dos três jogadores do historial da NBA que registam 20 000 pontos, 10 000 ressaltos e 4000 assistências.

ANTÓNIO BARROS

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